quarta-feira, 14 de abril de 2021

PLANO DE ESTUDO TUTORADO 1 SEMANA 3 6º ANO

PLANO DE ESTUDO TUTORADO 1

SEMANA 3 - 6º ANO

Unidade temática: Registros da história: linguagens e culturas

Subtema: Fontes históricas        

                                  AS DIFERENTES FORMAS DE REGISTROS DA HISTÓRIA

     A História estuda as mudanças ocorridas ao longo do tempo na sociedade. A História é uma ciência que estuda a vida do homem através do tempo. Ela investiga o que os homens fizeram, pensaram e sentiram enquanto seres sociais. Nesse sentido, o conhecimento histórico ajuda na compreensão do homem enquanto ser que constrói seu tempo. A História é construída e escrita através da análise e investigação de vestígios, também conhecidos como,  fontes históricas.

     As fontes históricas podem ser divididas em escritos, iconográficos, materiais, audiovisual  e orais. Desde crianças, convivemos com muitos documentos que trazem informações sobre nós. Essas informações estão em imagens e textos. Podemos entender por documentos escritos as cartas, as certidões, textos de jornais e revistas. As fotografias, ilustrações, desenhos, obras de arte, gravuras são documentos históricos iconográficos (imagens). As roupas, os brinquedos, os móveis, os cadernos, livros, automóveis e construções são considerados documentos históricos materiais (objetos). Os filmes e desenhos animados vistos na televisão ou no cinema, músicas e gravações são documentos audiovisuais que lembram em algum momento de nossas vidas fatos importantes. Determinadas músicas que são perfeitos hinos de expressão de liberdade, de democracia, que fizeram parte da história do país, ou, simplesmente, lembram épocas importantes. Fatos que alguém conta e que ajudam a identificar uma  história são considerados documentos históricos orais. É válido ressaltar, portanto, que as relações entre diversas fontes falam muito mais que uma fonte histórica isolada e que elas podem ter mais de uma interpretação.

ATIVIDADE

1- Por que as fontes históricas são importantes para o estudo da História? Justifique sua resposta.

RESPOSTA PESSOAL- Leia com atenção o texto de apoio com destaque nas palavras em negrito.

2- Identifique em sua casa um documento, objeto ou artigo que seja uma fonte histórica de seu contexto familiar, isto é, que revele dados, insumos e informações referentes à sua família. O que ele lhe permite contar sobre sua família? Qual é o valor desse objeto para você ou para seus familiares? Partindo da diversidade de histórias e contextos apresentados pelos objetos, reflita sobre a importância e o valor das histórias que podem existir por trás de simples elementos.

RESPOSTA PESSOAL- Vamos pegar, por exemplo, fotografias da família. Por que elas são importantes para saber a história da sua família?

3. Leia a letra de música a seguir, que pode ser usada como fonte histórica:

CANTO DAS TRÊS RAÇAS

AUTORES: MAURO DUARTE E PAULO CÉSAR PINHEIRO.

CANTORA: CLARA NUNES

Ninguém ouviu

Um soluçar de dor

No canto do Brasil

 

Um lamento triste

Sempre ecoou

Desde que o índio guerreiro

Foi pro cativeiro

E de lá cantou

 

Negro entoou

Um canto de revolta pelos ares

No Quilombo dos Palmares

Onde se refugiou

 

Fora a luta dos Inconfidentes

Pela quebra das correntes

Nada adiantou

 

E de guerra em paz

De paz em guerra

Todo o povo dessa terra

Quando pode cantar Canta de dor

 

Ô, ô, ô, ô, ô, ô

Ô, ô, ô, ô, ô, ô

Ô, ô, ô, ô, ô, ô

Ô, ô, ô, ô, ô, ô

 

E ecoa noite e dia

É ensurdecedor

Ai, mas que agonia

O canto do trabalhador

 

Esse canto que devia

Ser um canto de alegria

Soa apenas

Como um soluçar de dor

Ao analisarmos uma fonte histórica, como é o caso dessa música, é possível perceber qual é a intenção de sua produção e o que ela pode nos revelar sobre o passado? Justifique sua resposta.

RESPOSTA PESSOAL: Leia com atenção a letra da música. Pelo titulo dá para saber o tema da mesma. Qual a intenção dos autores ao escrever a música?  Ela ajuda entender a História do Brasil?

Assista ao vídeo sobre fontes históricas 



ATIVIDADE COMPLEMENTAR 2 8º ANO

ATIVIDADE COMPLEMENTAR 2 - 8º ANO

Unidade temática: Lógicas comerciais e mercantis da modernidade.

Subtema: Escravidão no Brasil

 LEIA OS TEXTOS ABAIXO:

TEXTO 1

                                        A era da escravidão

      Na primeira vez que viu o mar, Olaudah Equiano também avistou um navio negreiro ancorado à sua espera, na costa da Guiné, área ocidental da África. Nascido em 1745, em Eboe, no atual território da Nigéria, Olaudah tinha 11 anos quando foi raptado de casa para ser vendido como escravo. Não era o único: entre 1501 e 1870, mais de 12,5 milhões de pessoas foram arrancadas do continente africano para trabalhar forçadamente no outro lado do Oceano Atlântico. O comércio de escravos negros já exista muito antes dos europeus pisarem na América, mas foi a descoberta de novas terras que alçou o tráfico negreiro a um patamar inimaginável e transformou a África (e o mundo) para sempre.

     Uma vez rendidos, homens, mulheres e crianças eram levados em marcha forçada até o litoral, onde eram embarcados nos navios negreiros. Equiano cruzou o Atlântico junto a negros originários de diferentes povos, amontoados e acorrentados no interior da embarcação.  Temeu a figura do homem branco, que até então nem conhecia, sobretudo depois de ter sido açoitado por não comer, e viu companheiros serem castigados e mortos por traficantes.

      Muitos deles tentaram pular no mar em busca de alívio com a própria morte. No século 16, a travessia podia levar meses, a depender das condições climáticas, mas, na metade do século seguinte, quando

Olaudah esteve a bordo, a viagem durava ente 30 e 50 dias. Era comum que crianças viajassem no convés, um “benefício” concedido a Olaudah, que assim escapou das agruras dos porões.

      Dos 12,5 milhões de negros embarcados na África, 20% não chegaram vivos ao destino, vítimas de disenteria, escorbuto, varíola, sífilis e sarampo, ou da brutalidade dos comandantes. Muitas vezes, os corpos dos mortos jaziam por dias junto dos vivos até serem lançados ao mar. Devido a graves infecções oculares, era comum o desembarque de escravos cegos.

      Em terra firme, a situação do escravo não era muito melhor: a “vida útil” média de um africano nas plantações não passava de cinco anos e, aos 30 anos de idade, a maioria estava fisicamente arruinada.

FONTE : https://super.abril.com.br/especiais/a-era-da-escravidao/

 

TEXTO 2

                 Exploração da mão de obra de africanos escravizados no Brasil

    A escravidão no Brasil iniciou no século XVI com o processo de colonização das terras brasileiras. Os portugueses passaram a cultivar a cana-de-açúcar e para isso explorou a mão de obra escrava. Os africanos foram trazidos para o Brasil para realizar trabalho forçado, sem pagamento, mediante relação de subsistência e sob ameaças e violência.

   O transporte de escravos da África para o Brasil era feito em condições precárias, amontoados nos porões de navios. Durante o trajeto, muitos homens e mulheres morriam e os corpos eram lançados ao mar. Aqueles que sobreviviam a viagem eram vendidos no Brasil pelos comerciantes portugueses como se fossem mercadorias.

   O valor dos escravos era determinado pelo sexo, idade e condição dos dentes, tal qual se avaliavam os animais na hora compra. O preço dos escravos mais jovens, fortes e saudáveis poderia ser o dobro daqueles mais fracos e mais velhos. Homens e mulheres pertenciam aos donos de engenho. Eles podiam ser vendidos, doados, emprestados, alugados, hipotecados ou confiscados. 

   A condição da vida escrava era desumana. Os escravos se alimentavam de forma precária, vestiam trapos e trabalhavam em excesso. Trazidos da África para trabalhar na lavoura, na mineração e no trabalho doméstico, os escravos eram alojados em galpões úmidos e sem condições de higiene, chamados senzala.

   Além disso, eles viviam acorrentados para evitar fugas, não tinham direitos, não possuíam bens e constantemente eram castigados fisicamente. O regime de escravidão no Brasil foi marcado por uma rotina de trabalho pesado e violência, onde os escravizados sofriam punições públicas com frequência.

   O tronco, o açoite, as humilhações, o uso de ganchos no pescoço ou as correntes presas ao chão, eram bastante comuns no período. Vivendo em condições precárias, a média de vida útil de um escravo adulto era de 10 anos. As mulheres escravizadas eram exploradas para o serviço doméstico, assim como eram exploradas sexualmente pelos seus donos.

   Os escravos eram proibidos de praticar sua religião ou qualquer outra manifestação cultural da África. Além disso, eram forçados a seguir a religião católica, imposta pelos senhores de engenho, e eram obrigados a adotar a língua portuguesa como seu idioma. A escravidão no Brasil impôs várias formas de humilhação e violência, ocasionando mortes e sofrimentos a milhares de pessoas.

FONTE: https://www.educamaisbrasil.com.br/

Assista ao vídeo


ATIVIDADE

Percebemos que a vida de um escravo era muito sofrível no Brasil. Vamos fazer uma viagem no tempo, rumo ao Brasil colonial. Imagine que você foi captura na África para ser escravo/a  numa lavoura açucareira. Sua tarefa é criar uma narrativa. Relate a captura no continente africano, viagem no navio negreiro (tumbeiro), sua chegada ao Brasil e sua vida no engenho.

OBS: Seu texto deve ter entre 15 a 20 linhas e três parágrafos:

- Introdução

* Quem participou? (de um nome ao personagem)

* Quando fato aconteceu? (tempo)

* Onde o fato aconteceu? (espaço)

* O que aconteceu? (fato)

- Desenvolvimento

* Como aconteceu o fato? (enredo)

* Por que aconteceu?

- Conclusão (desfecho)

Eu acredito em você e sei que é muito capaz! Surpreenda-me!

                          Memórias de um/a escravo/a.

 

quarta-feira, 7 de abril de 2021

ATIVIDADE COMPLEMENTAR 2 6º ANO

ATIVIDADE COMPLEMENTAR 2   6º ANO

Unidade temática: Povos e culturas: meu lugar no mundo e meu grupo social.

Subtema: Cidadania, diversidade cultural e respeito às diferenças sociais, culturais e históricas.        

 1- Leia o texto com atenção.

DIVERSIDADE CULTURAL E CIDADANIA NA FORMAÇÃO DA SOCIEDADE BRASILEIRA

       Há 520 anos, não existia um povo chamado brasileiro, belo-horizontino ou mineiro. Quem morava aqui, nessa época, eram outros povos que foram denominados de índios pelo colonizador branco europeu. Essa denominação, usada até hoje, às vezes dá uma impressão errada, como se uma única palavra qualificasse um único povo, com uma só cultura e até com o mesmo tipo físico. Mais tarde os negros africanos foram retidos a força de seus territórios e trazidos para trabalhar com escravos no Brasil. O Brasil apresenta uma grande dimensão territorial, e uma imensa diversidade cultural. Os colonizadores europeus, a população indígena e os escravos africanos foram responsáveis pela nossa diversidade cultural. Em seguida, os imigrantes italianos, japoneses, alemães, árabes, entre outros, contribuíram para a diversidade cultural do Brasil.

FONTE: www.aprendizagemconectada.mt.gov.br (Adaptado)

OBSERVE AS IMAGENS ABAIXO:

IMAGEM 1

 CESTARIA


 IMAGEM 2 

 CAPOEIRA

IMAGEM 3
FESTA JUNINA

IMAGEM 4 
CARNAVAL


A) Você conhece estas festas ou manifestações culturais? Qual você gosta mais?

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B) O que mais chamou sua atenção nas fotos acima? Por quê?

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C) Produza um lindo desenho que simboliza a diversidade cultural do nosso país. Pode fazer colagem com jornais e revistas.

 

 

 

 

 

 

 

 

2- Leia o trecho abaixo:

“Conhecer a diversidade! Imagine um mundo em que todas as pessoas são iguais. Ou, um planeta onde só existe uma cor. Ou, ainda, um universo que tem apenas uma espécie de animal e uma de vegetal. Você gostaria de viver nesses lugares? Cada um é de um jeito! Se nem os polegares das mãos são iguais, menos ainda são os gostos, os pensamentos e as ações. Nas diferenças, nós nos completamos, por isso é preciso que nos respeitemos: ninguém deve se achar superior porque gosta de algo diferente ou porque nasceu em determinado país ou em certa região. Nem por ser homem ou mulher. É preciso saber conviver com as diferenças e saber respeitar as pessoas como elas são.”

FONTE: Filosofia e Vida. Gabriel Chalita .

A) Os seres humanos são ao mesmo tempo iguais, mas também diferentes. Retire do texto dois exemplos de diferença.

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B) Para você, qual importância de aceitarmos nossas diferenças? ________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

C) Vivemos numa sociedade que muitas vezes não aceita a diferença. Vários são os exemplos de discriminação por inúmeros motivos (cor de pele, tipo de cabelo, religião, entre outros). Vamos criar uma campanha publicitária contra qualquer tipo de preconceito. A criação deve ter:

- slogan (titulo)

- pequeno texto de conscientização

- imagem (desenho ou colagem)

Exemplo:

Agora mão na massa! Crie sua campanha!

 

 

 

  

 

 

 

 

 

Bom estudo!







PLANO DE ESTUDO TUTORADO 1 SEMANA 3 8º ANO

PLANO DE ESTUDO TUTORADO 1

SEMANA 3 - 8º ANO

Unidade temática: Lógicas comerciais e mercantis da modernidade.

Subtema: Escravidão no Brasil

 A ESCRAVIDÃO DENTRO DA LÓGICA MERCANTIL EUROPEIA NO CONTEXTO DA  MODERNIDADE

     A expansão marítima europeia, a partir do século XV, mudou drasticamente a história da humanidade ao unir três continentes: a Europa, a África e a América. Em busca de enriquecimento, os europeus (os portugueses foram pioneiros), organizaram todo um aparato político, econômico e militar que lhes garantiu o controle sobre africanos e americano. Dessa forma surgiu o que chamamos de sistema colonial, que durou do século XVI ao século XIX. Apesar de não podermos falar de uma colonização da África nesse período, os portugueses fundaram diversos fortes e feitorias no litoral atlântico africano, e assim puderam negociar com os povos locais diversas mercadorias que eram levadas para a Europa e América.Dentre todos os bens negociados com os povos africanos, o tráfico de escravos foi o que mais rendeu lucros para Portugal, pois além do ótimo negócio que representava, também foi fundamental para a ocupação e exploração da América.

     O tráfico de escravos consistiu, basicamente, na migração forçada de africanos A partir de meados do século XV, os portugueses começaram a instalar uma série de feitorias na costa do continente africano. Por meio dessas, eles desenvolveram relações diplomáticas com uma série de reinos africanos, assim como relações comerciais. A obtenção dos escravos começava no interior do continente africano, com os cativos sendo prisioneiros de guerra que eram vendidos ou vítimas de emboscadas realizadas pelos traficantes de escravos. Uma vez capturados, eram levados em uma marcha, a pé, até o porto, do qual seriam encaminhados para a América. Nos portos, ainda na África, eram trocados por alguma mercadoria de valor, como tabaco, cachaça, pólvora, objetos metálicos. Por fim, eram embarcados no navio chamado de tumbeiro, que então os transportaria para a América.

      Os negros trazidos para o Brasil pertenciam, principalmente, a dois grandes grupos étnicos: os sudaneses, originários da Nigéria, Daomé e Costa do Marfim, e os bantos, capturados no Congo, Angola e Moçambique. Estes foram desembarcados, em sua maioria, em Pernambuco e no Rio de Janeiro. Os sudaneses ficaram na Bahia. Calcula-se que entre 1550 e 1855 entraram nos portos brasileiros cerca de cinco milhões de africanos, na sua maioria jovem do sexo masculino.

      Os navios negreiros que transportavam africanos até o Brasil eram chamados de tumbeiros, porque grande parte dos negros, amontoados nos porões, morria durante a viagem. O banzo (melancolia), causado pela saudade da sua terra e de sua gente, era outra causa que os levava à morte. Os sobreviventes eram desembarcados e vendidos nos principais mercados de escravos se encontravam nas regiões litorâneas, principalmente na região nordeste e sudeste. Nos mercados, os compradores examinavam as peças (nos documentos históricos não se falava “escravos” e sim “peças”) como se examinassem um objeto, uma mercadoria ou um animal. As principais observações que os compradores queriam verificar nas “peças” eram a rigidez dos músculos (por isso apalpavam os escravos). Olhavam também os dentes, os olhos, os ouvidos e solicitavam que os escravos saltassem e girassem para constatar suas condições de saúde. Além dessas observações, os compradores examinavam as partes íntimas dos escravos a fim de constatar alguma doença. Geralmente, os preços dos escravos eram altos. O valor variava de acordo com as condições físicas e de saúde de cada um, idade e sexo.     

   Os escravos africanos eram de formas gerais, bastante explorados e maltratados e, em média, não aguentavam trabalhar mais do que dez anos. Como reação a essa situação, durante todo o período colonial foram constantes os atos de resistência, desde fugas, tentativas de assassinatos do senhor e do feitor, até suicídios. Essas reações contra a violência praticada pelos feitores, com ou sem ordem dos senhores, eram punidas com torturas diversas. Amarrados no tronco permaneciam dias sem direito a comida e água, levando inumeráveis chicotadas. Eram presos nos ferros pelos pés e pelas mãos. Os ferimentos eram salgados, provocando dores atrozes. Quando tentavam fugir eram considerados indignos da graça de Deus, pois, segundo o padre Antônio Vieira, ser "rebelde e cativo" é estar "em pecado contínuo e atual".

      No entanto a escravidão no Brasil não ficou restrita aos africanos, em algumas regiões do Brasil, devido aos preços altos dos escravos negros e a constante rebeldia desses houve a necessidade de escravizar os indígenas.

Colonos que  não dispunham de recursos suficientes para importar africanos, a melhor opção era usar a escravidão indígena. A Coroa portuguesa, apesar de ter começado a criar em 1570, uma legislação para proibir a escravização indígena, deixou suficientes brechas na lei para não extingui-la de vez.

     Fosse nos engenhos de açúcar, nas lavouras de café ou na mineração, o serviço pesado estava nas mãos dos cativos. A economia brasileira do período colonial e imperial era fundamentada nessa exploração desumana.

FONTE :escolakids.uol.com.br/historia/escravidao-no-brasil.

 

Índios

Legião Urbana

Quem me dera ao menos uma vez
Ter de volta todo o ouro que entreguei a quem
Conseguiu me convencer que era prova de amizade
Se alguém levasse embora até o que eu não tinha

 

Quem me dera ao menos uma vez
Esquecer que acreditei que era por brincadeira
Que se cortava sempre um pano de chão
De linho nobre e pura seda

 

Quem me dera ao menos uma vez
Explicar o que ninguém consegue entender
Que o que aconteceu ainda está por vir
E o futuro não é mais como era antigamente

 

Quem me dera ao menos uma vez
Provar que quem tem mais do que precisa ter
Quase sempre se convence que não tem o bastante
Fala demais por não ter nada a dizer

 

Todo Camburão Tem Um Pouco de Navio Negreiro

O Rappa

Tudo começou quando a gente conversava
Naquela esquina alí
De frente àquela praça
Veio os homens
E nos pararam
Documento por favor
Então a gente apresentou
Mas eles não paravam
Qual é negão? Qual é negão?
O que que tá pegando?
Qual é negão? Qual é negão?

 

É mole de ver
Que em qualquer dura
O tempo passa mais lento pro negão
Quem segurava com força a chibata
Agora usa farda
Engatilha a macaca
Escolhe sempre o primeiro
Negro pra passar na revista
Pra passar na revista

 

ATIVIDADE

1- Os portugueses transportavam 500 cativos numa caravela, enquanto os holandeses não embarcavam mais do que 300 num navio grande. Um pequeno bergantim português podia transportar até 200 escravos, um navio grande até 700. Trinta e cinco dias durava a viagem de Angola a Pernambuco, quarenta até a Bahia, cinquenta ao Rio de Janeiro.

 FONTE : MATOSO, Katia M. de Queiróz. Ser escravo no Brasil. São Paulo: Brasilense, 1990. P. 47.

Tomando como ponto de partida a citação acima, faça uma pesquisa acerca da vida dos indígenas e negros africanos no período da colonização. Investigue as condições dos cativos africanos na travessia do Atlântico, a captura dos indígenas no território colonial, as condições de trabalho, as relações pessoais, as relações de sujeição e rebeldia, as formas de resistência cultural. Em segui­da produza um texto com o tema – A escravidão no Brasil – Dê um título.

RESPOSTA PESSOAL: Leia o texto apoio com atenção. Assista ao vídeo sobre escravidão no Brasil





quarta-feira, 31 de março de 2021

PLANO DE ESTUDO TUTORADO 1 SEMANA 2 6º ANO

PLANO DE ESTUDO TUTORADO 1

SEMANA 2 - 6º ANO

Unidade temática: Povos e culturas: meu lugar no mundo e meu grupo social.

Subtema: Cidadania, diversidade cultural e respeito às diferenças sociais, culturais e históricas.

 CIDADANIA E O RESPEITO ÀS DIFERENÇAS SOCIAIS, CULTURAIS E AOS DIREITOS                                                           HUMANOS

   Você já reparou que em jogos de cartas, tabuleiros, entre outros, existem regras que devem ser seguidas pelos participantes? Se essas regras não existissem e cada pessoa jogasse como quisesse, os jogos não funcionariam.

  Para viver em sociedade também é assim. Ou seja, se as pessoas agissem somente conforme suas vontades, sem seguir regras de convivência, a vida coletiva não funcionaria.

    Por isso as regras leis foram criadas e transformadas em leis, para que a vida em sociedade fosse organizada e cada um soubesse seus direitos e deveres de cidadão. A propósito, você sabe o que é cidadão?

   Originalmente, essa palavra significava “habitante da cidade”, mas, com o passar do tempo, o significado foi ampliado. Atualmente, podemos entender que ser cidadão é ter direitos garantidos, cumprir deveres, respeitar as leis e praticar ações que tornem o país onde se vive num lugar melhor para todos. Sendo assim, cidadania é o conjunto de direitos e deveres praticados pelas pessoas que vivem coletivamente em um país.

Respeito a diversidade racial e cultural é um direito de todo cidadão. Apesar das diferenças pessoais, de modo de viver, todas as pessoas sentem alegria, tristeza, dor, medo, raiva e , por isso ,são iguais ,quanto ao poder de viver com dignidade e ter acesso a direitos . Veja o que diz o artigo 2 da Declaração Universal dos direitos humanos .

“Todo ser humano tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.”

FONTE: CONQUISTA SOLUÇAO EDUCACIONAL

ATIVIDADES

1- Elabore um texto, uma poesia ou até mesmo um desenho que expresse a cultura do lugar onde você vive.

RESPOSTA PESSOAL- Que tipo de musica, dança, artesanato, moda e outras manifestações artísticas estão mais presentes no lugar onde você vive? 

2- Apresente um caso concreto ocorrido em seu bairro, em sua cidade ou que sejam de seu conhecimento que indique a ocorrência de preconceito e discriminação contra a população negra ou indígena. Em seguida, apresente uma proposta de solução para esse problema.

RESPOSTA PESSOAL- Leia com atenção as manchetes abaixo. São exemplos de racismo em Belo Horizonte.

Rainha do Carnaval de BH é vítima de injúria racial na internet: "tinha que ser preta”. O Globo 09/02/2020

Jornalista negra relata caso de racismo em supermercado de BH. G1 MINAS 05/01/2016

Professora relata preconceito em BH: 'Você faz faxina? Não, faço mestrado'. EM 20/07/2017

'Você que é negro não pode deixar passar'', diz taxista discriminado em BH. EM 06/12/2019

O que podemos fazer para que esses fatos lamentáveis não ocorram?

3- O combate ao racismo e suas consequências passa também pelas manifestações culturais que valorizam as práticas e os saberes das populações negras e indígenas. Pesquise sobre as diferentes manifestações e expressões artísticas que valorizaram as culturas negras e indígenas. Em seguida, destaque como elas podem ajudar no combate ao racismo no Brasil.

RESPOSTA PESSOAL- Vários são os exemplos de manifestações culturais negras e indígenas. A cultura negra destaca-se em Minas Gerais: Capoeira, Congada, Folia de Reis, Samba de Roda. Da arte indígena podemos citar: cerâmica, pintura corporal, plumagem. Será que se estas manifestações ajudam no combate do racismo? Como?

Assista aos vídeos





PLANO DE ESTUDO TUTORADO 1 SEMANA 2 8º ANO

 

PLANO DE ESTUDO TUTORADO 1

SEMANA 2 - 8º ANO

Unidade temática: O mundo moderno e a conexão entre sociedades africanas, americanas e europeias.

Lógicas comerciais e mercantis da modernidade

Subtema: Expansão Marítima

O MUNDO MODERNO E A CONEXÃO ENTRE SOCIEDADES AFRICANAS,                         AMERICANAS E EUROPEIAS

      A partir do século XV, sob a liderança de portugueses e espanhóis, os europeus começam um processo de intensa globalização (intercâmbio comercial), a chamada Expansão Marítima. Este fato tinha como principais objetivos: a obtenção de riquezas (atividades comerciais) tanto pela exploração da terra (minerais e vegetais) quanto pela submissão de outros seres humanos ao trabalho escravo (indígenas e africanos) nas terras conquistas na África e América, pela pretensão de expansão territorial, pela difusão do cristianismo (catolicismo) para outras civilizações e também pelo desejo de aventura e pela tentativa de superar os perigos do mar (real e imaginário).

  Será que no momento das Grandes Navegações os europeus acreditavam realmente que o planeta Terra tinha o formato de um quadrado? E que nos mares existiam monstros tenebrosos? Sempre que lemos textos sobre a Expansão Marítima Europeia é comum encontrarmos referências aos perigos dos mares, a inexperiência e inexatidão dos navegadores, esses textos nos dão a impressão de que os europeus não tinham nenhum aparato técnico e tecnológico para a época, e parece-nos que quando iriam lançar-se ao mar, estariam caminhando na escuridão, sem visão e sem destino. Quem nunca ouviu dizer ou leu sobre a chegada dos portugueses ao território do atual Brasil, que esses queriam ir às Índias e se perderam e acabaram chegando à América! Então, chegaram aqui por acaso?

    Primeiramente devemos pensar como essas ideias (terra quadrada, mar tenebroso, monstros, zonas tórridas) foram surgindo no pensamento e mentalidade dos europeus no século XV. Desde a Idade Média a Igreja Católica era detentora de enormes poderes políticos e espirituais (religioso). Portanto, a Igreja difundia teorias sobre as coisas naturais, humanas e espirituais para exercer prontamente o seu poder. Geralmente, aqueles que contrariavam as teorias Teocêntricas da Igreja sofriam sérias perseguições. Além do mais, o catolicismo exercia a proibição e a censura de certos livros, principalmente dos filósofos da antiguidade clássica .

   Esta situação somente começou a mudar com o advento do renascimento urbano e comercial. Permitindo outras possibilidades de leituras do mundo, das coisas naturais, humanas e espirituais. Sendo assim, o infante português D. Henrique iniciou em Sagres (Sul de Portugal) um local de estudos que reuniu navegadores, cartógrafos, cosmógrafos e outras pessoas curiosas pelas viagens marítimas. Observe com atenção o mapa abaixo com as principais conquistas ibéricas nos continentes americanos, africano e asiático:

FONTE: Expansão Marítima Europeia. Expansão Marítima ou Grandes Navegações (uol.com.br)

ATIVIDADES

1- O que leva uma pessoa a enfrentar desafios que podem resultar em sua morte como os navegadores do século XIV e XV enfrentaram? Essa atitude destemida dos navegantes permanece nos dias atuais, ainda que de uma maneira diferente, ou o homem não tem mais essa necessidade? Justifique sua resposta.

RESPOSTA PESSOAL- Hoje em dia as viagens marítimas são seguras e com os avanços tecnológicos, o transporte aéreo é mais rápido. Vamos refletir: quais seriam os novos territórios que poderiam ser conquistados? Ou não tem mais nada para ser conquistado pelo homem?

2 - Leia a introdução da Lei nº 10639 de 9 de janeiro de 2003.

“Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-brasileira”, e dá outras providências.”

Explique a importância de se inserir a História da África como tema obrigatório nas escolas.

RESPOSTA PESSOAL- Os negros representam a maioria da população brasileira. Segundo o IBGE, 56,1% dos brasileiros se declaram negros, grupo que reúnem pretos e pardos. Será que temos que estudar a versão dos fatos da população branca? Qual sua opinião?

3. “Nós viemos buscar cristãos e especiarias”. Essa famosa frase proferida no contexto do expansionismo português, na chegada dos europeus a Calicute, representa duas motivações das Grandes Navegações. Identifique e explique essas motivações.

RESPOSTA: Leia o texto suporte com atenção. Observe a palavra em negrito, isso vai ajudar na solução da questão.

 Assista aos vídeos  sobre a Expansão Marítima






quarta-feira, 24 de março de 2021

ATIVIDADE COMPLEMENTAR 1 8º ANO

ATIVIDADE COMPLEMENTAR 1 – 8º ANO

Unidade temática: O mundo moderno e a conexão entre sociedades africanas, americanas e europeias.

Humanismos, Renascimentos e o Novo Mundo

Subtema: Modernidade, Renascimento e Reforma

LEIA O TEXTO COM ATENÇÃO

O Renascimento originou-se na Itália entre os séculos XIV e XVII  com seu ápice no século XVI. Foi um movimento cultural, intelectual e artístico que buscava nascer de novo resgatando as artes clássicas: grega e romana. O Renascimento aconteceu devido ao florescimento de cidades como Veneza, Gênova, Florença, Roma.A burguesia cada dia mais poderosa, principalmente os empresários de lã, seda e peles, se tornaram os principais protagonistas na política e na economia e foram responsáveis pela formação de um novo mercado de arte e cultura juntamente com alguns príncipes e papas.O movimento impulsionou a mudança de pensamento, surgiu o Humanismo, que substituiu o teocentrismo (uma das características da Idade Média que centrava Deus como criador e o homem como criatura) pelo antropocentrismo, que colocava o Homem no centro do universo.Os renascentistas tinham uma atitude positiva diante do mundo – acreditavam no progresso e na capacidade humana e apreciavam  a beleza do mundo tentando captá-la  em suas obras de arte. Contrapondo à cultura medieval, que era baseada na autoridade divina, os renascentistas valorizavam a razão humana como base do conhecimento. O saber como fruto da  observação e da experiência  das leis que governam o mundo.

FONTE: https://www.sohistoria.com.br/

ATIVIDADE

Memes são imagens, vídeos ou gifs de conteúdo engraçado e que acabam se espalhando na internet por meio das redes sociais. Uma das principais características do meme é que ele pode ser adaptado ou modificado dependendo da situação, e por esse motivo ele viraliza com facilidade. A fácil adaptação e utilização dos memes para descrever diversos assuntos e situações, é uma ferramenta bastante útil para estudar temas relacionados à História. Desse modo e levando em consideração seus conhecimentos sobre o Renascimento Cultural, observe e explique o tema representado nos memes  abaixo:

TEXTO  1


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TEXTO 2


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TEXTO  3


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Explique os memes acima e depois elabore o seu próprio meme utilizando como referência a obra de Leonardo Da Vinci - A Monalisa ou algum conceito do Renascimento; Use a sua criatividade, não vou aceitar cópias da internet, o meme pode ser digitado ou ilustrado.

Sugestão de sites  para gerar meme

https://www.gerarmemes.com.br/

https://www.canva.com



Bom estudo!

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