Unidade temática: Registros da história:
linguagens e culturas
Subtema: Pré-história, diversidade
cultural e fontes históricas
Você por aqui? Não me diga! Como veio
parar neste lugar? Entrou em alguma rua desconhecida? Pegou algum ônibus
errado? Talvez aquela máquina do tempo na aula de História. Hoje vamos viajar
para um período muito remoto... A pré-história.
1-
Nossa primeira parada é no período paleolítico. Os seres humanos desse
período, não se fixando por muito tempo em um mesmo lugar. Viviam da
coleta de frutos e raízes, além de pesca, caça.
Como é conhecido o grupo social que não
tem moradia fixa?
A)
Sedentário
B) Nômade
2- A
sobrevivência do homem melhorou lentamente à medida que a observação e a
experimentação permitiram-no desenvolver suas ferramentas. Um momento
importante foi quando ele descobriu o fogo, o que aconteceu há cerca de um
milhão de anos.
De acordo com a imagem o domínio do fogo
tornou mais fácil a sobrevivência dos seres humanos devido
A) À
possibilidade de cozinhar ou assar os alimentos.
B) A
utilização do fogo no processo de preparação do solo para plantio.
3- O
período Neolítico veio a seguir e foi marcado pelo surgimento das primeiras
civilizações perto dos grandes rios. O homem o homem tornou- se
sedentário.
Para obter boas condições de vida, o
homem neolítico procurava moradia próxima aos rios com a intenção de:
A) O
aparecimento da agricultura levou o homem a se fixar nos locais mais adequados
ao desenvolvimento desta atividade: às margens dos grandes rios.
B) Pescar
com mais facilidade.
4- A
presença humana no território hoje ocupado pelo Brasil data de 12 mil anos,
conforme evidências arqueológicas, portanto, no período pré histórico.
O povo brasileiro é a união de vários
povos. Os primeiros povos a habitar as terras brasileiras foram:
A) Negros
B) Índios
5 -
As fontes históricas são os vestígios deixados pela humanidade. Elas podem ser:
escritas, iconográficas (imagem), materiais (objetos), audiovisuais e orais. Os
registros da história foram produzidos por um grupo social, na pré-história os
crânios e esqueletos dos humanos e animais daquela época, além dos utensílios
domésticos e ferramentas são exemplos desses vestígios. Mas as criações
artísticas feitas em rochas durante a Pré-História merecem destaque:
Unidade
temática: Registros da história: linguagens e culturas
Subtema:
Fontes históricas
LEIA
O TEXTO COM ATENÇÃO:
Nas duas últimas atividades do PET 1
História , estudamos sobre fontes históricas e a importância delas na
preservação da memória de um povo. Por serem os vestígios deixados pela
humanidade, elas podem ser escritas, iconográficas (imagens), materiais
(objetos), audiovisuais e orais. Percebe-se, então, que as fontes históricas
são variadas. Cada uma demanda um cuidado diferente por parte do historiador
que deve se encarregar de extrair delas argumentos sólidos que sustentarão sua
pesquisa. Nesse sentido, a atuação do historiador é de suma importância para a
pesquisa histórica, pois dependerá da forma como ele manuseará as fontes que a
história será difundida.
No ano de 2020 nossa rotina mudou
completamente, isolados em casa deixamos de ir à escola e toda aprendizagem
passou a ser a distancia. Como um vírus microscópio pode transformar a vida das
pessoas do mundo inteiro? Todos os países foram afetados, independente de serem
ricos ou pobres. Todo que estamos vivendo faz parte da História da humanidade,
as pessoas que tiveram a doença ou que infelizmente faleceram, não são simples
números são seres humanos com sua história. Jornais, imagens nas redes sociais,
programas de televisão, enfim tudo que retrata esse momento, futuramente será
pesquisado e interpretado pelos historiadores. Seus filhos e netos vão estudar
como vivemos esse momento de tanta dor.
A tarefa desta semana é deixar nossas
impressões desse período. Iremos escrever uma carta para nós mesmos, para o seu
“eu do futuro” e quem sabe guardá-la para nossos filhos e netos. Nessa carta,
devemos explicar como está sendo viver a época de uma pandemia, como está sendo
esse tempo sem aula presencial e quais desafios atravessamos. Esta carta será
confidencial, somente eu irei ler para ver se atende à proposta. Imprimirei e
quando receber a maioria das cartas da turma, colocarei num envelope com lacre
e devolvo no final do ano letivo 2021.
Sua carta deve ter:
- local e data
- saudação inicial
- texto (entre 10 a 20
linhas). “Professoras podem escrever mais? Sim.”
- despedida
- assinatura
Segue
um modelo de carta da minha vivência neste período
Belo
Horizonte, 20 de abril de 2021
Olá
Regina do futuro!
Espero que você esteja bem e com saúde.
Como esse último ano foi difícil. Treze de março de 2020 foi o ultimo dia que
fui à escola dá aula, despedi com “até semana que vem” da diretora Valeria e
a aluna Julia veio correndo para minha direção para dar aquele abraço
afetuoso. No domingo veio à bomba, a partir do dia 18 de março entraríamos em
recesso escola, pois estamos entrando em quarentena devido ao COVID-19. Fui muito
ingênua, pensei “40 dias passam rápido, em breve estarei de volta a escola”.
Organizei uma rotina de atividades físicas em casa, leitura e planejamento de
aula.
De repente vejo toda cidade fechada, com
pais idosos e no grupo de risco, era a única que saia para fazer compra de
comida e remédios para eles, tudo o mais próximo de casa não passava de 200
metros.
Um mês, dois meses... Uai não eram
quarenta dias? Dia 18 de maio começamos o “ensino” não presencial, ai começou
minha angústia. Correr atrás dos meus alunos, que naquele momento de
isolamento estavam completamente perdidos. Monta grupos das turmas no
whatsapp, passar orientações, informações, esclarecer dúvidas. Contato com
alunos, pais e responsáveis, e à medida que a conversa fluía percebia
inúmeros problemas: financeiros, emocionais e de aprendizagem. Isso somado
com o medo de levar a doença para dentro de casa. Pirei.Tantas coisas
acontecendo e não poder fazer nada era terrível.
Não tinha uma parte do corpo que não
estava doendo, às vezes vinha falta de ar (Será que estou com a doença? Onde
peguei só vou ao supermercado e farmácia?). Primeiro vieram noticias de
conhecidos doentes , quando amigos queridos começaram a falecer , tive que
procurar ajuda médica.
Começo 2021 com um pouco de esperança,
finalmente a vacina. Janeiro, fevereiro, março, finalmente pais vacinados,
mas ainda isolados em casa. Piora a situação sanitária no país: faltamoxigênio, kit intubaçao e, principalmente,
empatia de alguns. O futuro a Deus pertence, mas muitos não fazem o básico de
respeitar a vida outro.
Despeço com o coração confuso, cheio
de esperança que em breve possamos voltar à vida normal ou ao “novo normal”,
mas ainda temendo por mim, pelos meus e pelos alunos!
Regina Tiburcio – professora de
História e ex- aluna da Escola Estadual Barão do Rio Branco
Unidade temática: Lógicas comerciais e
mercantis da modernidade.
Subtema:Mercantilismo
A EMERGÊNCIA DO CAPITALISMO
O Mercantilismo foi
o conjunto de ideias e práticas econômicas,
desenvolvidas na Europa nos séculos
XVI a XVIII, pelas monarquias nacionais.
Segundo o mercantilismo, a fonte de riqueza
de uma nação se baseava no comércio
com o mercado exterior e no acúmulo de
metais preciosos. Portanto o termo mercantilismo deriva de mercante,
que está associado ao comércio e ao mercado. Diz respeito aos meios de troca,
compra e venda de mercadorias. Isso impulsionou a Expansão Marítima que foi a busca de novos mercados fora da Europa.
Apesar de ter práticas comuns, o
mercantilismo não foi igual em todos os lugares na Europa. Cada Estado que se
envolveu na aventura da colonização teve um desenvolvimento mercantilista muito
peculiar, de modo que é mais acertado dizer “práticas mercantilistas” do que “mercantilismo”,
entendido como um sistema único. Nesse sentido, houve a prática mercantilista
holandesa, a portuguesa, a espanhola, a francesa, a inglesa. Mas o que tais
práticas apresentaram em comum?
As práticas mercantilistas estavam
associadas, todas elas, ao poder político central de seus países. O modelo
político dessa época era o absolutismo
monárquico. Cada uma das coroas monárquicas procurava expandir seu império
para além do continente europeu, isto é, pretendia, via navegação ultramarina,
explorar as riquezas de outros continentes. Os reis, com o apoio da burguesia
mercantil, foram assumindo o controle da economia nacional (intervencionismo estatal), visando
fortalecer ainda mais o poder central e obter os recursos necessários para
expandir o comércio.
Sendo assim, o que esses Estados possuíam
em comum era:
- busca
pela balança comercial favorável (a
riqueza de uma nação estava associada a sua capacidade de exportar/vender mais
do que importar/ comprar)
- o protecionismo (proteger o mercado
interno de um país, através do aumento das tarifas alfandegárias, que elevava
os preços dos produtos importados, garantindo o mercado interno para os
produtores nacionais)
- metalismo (a busca por metais
preciosos).
Neste contexto temos o inicio do capitalismo, não com as características
presentes hoje. Nos séculos XVI a XVIII, a principal característica capitalista que vamos observar é busca de riquezas (ouro/prata) e a
necessidade de uma balança comercial
favorável (os países buscando vender mais do que comprar). A intervenção e protecionismoestatal na economia estão ações reprovadas pelo capitalismo , que prega
a livre concorrência e o estado mínimo
ATIVIDADE
1- Entre os séculos XVI e XVIII, as monarquias
nacionais adotaram um conjunto de ideias e práticas econômicas visando garantir
e ampliar as riquezas do Estado.
a) Qual nome foi atribuído pelos
economistas, a partir do século XVIII, a esse conjunto de ideias e práticas?
RESPOSTA:
Leia o texto suporte com atenção. Qual é o assunto do texto?
b) Quais características costumam
definir esse conjunto de práticas e ideais?
RESPOSTA:
Leia o texto suporte com atenção. Observe as palavras em negrito, isso vai
ajudar na solução da questão.
c) Como essas ideias e práticas
transformaram a economia e a sociedade europeia?
RESPOSTA:
Leia o texto suporte com atenção. Observe as palavras em negrito, isso vai
ajudar na solução da questão.
2- Leia a reportagem abaixo e faça o que
se pede.
Donald Trump,
mais próximo do mercantilismo do que do protecionismo
O presidente americano Donald Trump, frequentemente
acusado de ser protecionista, é
também considerado um mercantilista pelos economistas, que não hesitam em se
remontar ao século XVII para encontrar influências de sua política econômica.
“Do
ponto de vista comercial, sim, sua visão é mercantilista, mas um mercantilismo recondicionado”, explica
à AFP James Galbraith, professor de Economia da Universidade do Texas,
referindo-se à ambição de Trump de reequilibrar a balança comercial de seu
país.
O
presidente americano estabeleceu como meta reduzir
o déficit comercial de seu país, e acusa os países que vendem muitos
produtos aos Estados Unidos enquanto compram pouco.
Unidade temática: Registros da história:
linguagens e culturas
Subtema: Fontes históricas (tradições
orais)
AS TRADIÇÕES ORAIS E A VALORIZAÇÃO DA
MEMÓRIA.
Vimos na semana três que fontes históricas são os vestígios deixados pela humanidade. Elas podem ser: escritas,iconográficas (imagem), materiais
(objetos), audiovisuais e orais. Assim,
a História pode ser passada de geração em geração.
Os registros da história foram produzidos e difundidos por um grupo social e
que, por isso, podem ser ou não representativos de todos os grupos que compõem
a sociedade. Sabemos que a escrita (ou o documento escrito) não é a única fonte
da História, e a reconstituição do passado dos diversos grupos que compõem a
sociedade pode ser feita por meio de outros tipos de fontes, como relatos
orais, lendas, rituais, formas de saber e fazer, objetos, fotos e construções. Quem
faz essa pesquisa e estudo dos vestígios históricos é o historiador. . Semelhante ao trabalho de um detetive, o historiador
precisa de "provas" que responda suas perguntas. Ao investigar um
caso, o detetive usa vestígios deixados pelos envolvidos, como um fio de
cabelo, um copo, um pedaço de papel, o historiador age da mesma forma: utiliza
todos os vestígios ou pistas disponíveis para construir um conhecimento sobre a
História. Como se fosse detetive, o historiador analisa um acontecimento com
base em vestígios, aceita ou recusa interpretações já existentes, colhe
depoimentos e chega a uma conclusão.Cabe lembrar, que nenhum evento histórico tem pureza total. O registro dos
acontecimentos reflete sempre, de uma maneira ou de outra, a opinião, o
pensamento e até os interesses daquele que fez anotações sobre o que viu, viveu
ou ouviu. Para compreender e explicar os acontecimentos, o historiador estará
sempre os interpretando ou reinterpretando-os, tomando como ponto de partida
sua forma de ver a sociedade e a própria História.
Esta semana vamos aprender um pouco
sobre a fonte histórica oral. A tradição oral como o próprio nome indica é transmitida
oralmente de uma geração para outra. Em um sentido geral, tradição oral
refere-se à transmissão vocal, e foi por muito tempo considerado folclore. Se
pensarmos nas inúmeras versões que existe dos contos, fábulas e lendas em todo
mundo (por exemplo, o saci pererê, que é chamado de vários nomes), conclui-se o
quanto a oralidade é importante na história do ser humano para a preservação da memória.
ATIVIDADE
1- Uma entrevista pode ser considerada
uma fonte histórica? Ela apresenta uma verdade absoluta e inquestionável?
Justifique sua resposta.
RESPOSTA
PESSOAL- Todas as pessoas têm a mesma versão para um fato? Por exemplo, se
acontece um acidente de trânsito os envolvidos contaram a mesma historia para o
guarda que atenderá a ocorrência? Será que numa entrevista, a pessoa pode
aumentar ou omitir algum acontecimento?
2- A
história se faz com documentos escritos, quando existem. Mas ela pode e deve
ser feita com toda a engenhosidade do historiador. Com palavras e sinais.
Paisagens e telas. Formas de campos e ervas daninha. Eclipses lunares e cordas
de atrelagem. Análises de pedras pelos geólogos e de espadas de metal pelos
químicos. Numa palavra, com tudo aquilo que, pertencendo ao homem, depende
do homem, serve o homem, exprime o homem, significa a presença, a atividade, os
gostos e as maneiras de ser do homem. FEBVRE, Lucien. Combates pela história. 2a ed,
Lisboa, Presença, 1985. p.249.
A citação expressa a ideia de que as
fontes históricas:
a) registram modos de viver e visões de
mundo da sociedade humana ao longo do tempo e apresentam-se de forma
diversificada.
b)
possibilitam ao pesquisador a interpretação das ações humanas no decorrer da
história, pois tratam-se de documentos escritos oficiais.
c)
representam uma maneira de organizar os fatos históricos na linha do tempo, com
a finalidade de capturar a essência do ser homem.
d)
proporcionam ao historiador a oportunidade de reconstruir, na totalidade, o
passado histórico, alcançando dessa forma uma verdade absoluta.
3 -
A diversidade dos testemunhos históricos é quase infinita. Tudo o que o homem
diz ou escreve, tudo o que constrói, tudo o que toca, pode e deve fornecer
informações sobre ele.
LE
GOF, Jacques. História e Memória. Campinas: Unicamp, 1998. P.104. [fragmento]
As fontes históricas são:
a)
representações das mudanças geográficas que ocorrerão no mundo.
b)
documentações apenas escritas deixadas por antepassados.
c)
entendidas como registro de uma única versão da História.
d) utilizadas como evidências do passado
humano.
4. Leia o texto abaixo e em seguida faça
o que se pede.
GRIOTS: OS CONTADORES
DE HISTÓRIAS DA ÁFRICA ANTIGA
Até
hoje, os Griots seguem seu papel de guardiões
da tradição. Contadores de histórias, mensageiros oficiais, guardiões de
tradições milenares: todos esses termos caracterizam o papel dos Griots, que na
África Antiga eram responsáveis por firmar
transações comerciais entre os impérios e comunidades e passar aos jovens ensinamentos culturais, sendo hoje em
dia a prova viva da força da tradição oral entre os povos africanos.
Unidade temática: Registros da história:
linguagens e culturas
Subtema: Fontes históricas
AS DIFERENTES FORMAS DE REGISTROS DA
HISTÓRIA
A História
estuda as mudanças ocorridas ao longo do tempo
na sociedade. A História é uma
ciência que estuda a vida do homem através do tempo. Ela investiga o que os
homens fizeram, pensaram e sentiram enquanto seres sociais. Nesse sentido, o
conhecimento histórico ajuda na compreensão do homem enquanto ser que constrói
seu tempo. A História é construída e escrita através da análise e investigação
de vestígios, também conhecidos como, fontes históricas.
As fontes históricas podem ser divididas
em escritos, iconográficos, materiais, audiovisual e orais. Desde crianças, convivemos com muitos
documentos que trazem informações sobre nós. Essas informações estão em imagens
e textos. Podemos entender por documentos escritos
as cartas, as certidões, textos de jornais e revistas. As fotografias, ilustrações,
desenhos, obras de arte, gravuras são documentos históricos iconográficos (imagens). As roupas, os
brinquedos, os móveis, os cadernos, livros, automóveis e construções são
considerados documentos históricos materiais
(objetos). Os filmes e desenhos animados vistos na televisão ou no cinema,
músicas e gravações são documentos audiovisuais
que lembram em algum momento de nossas vidas fatos importantes. Determinadas
músicas que são perfeitos hinos de expressão de liberdade, de democracia, que
fizeram parte da história do país, ou, simplesmente, lembram épocas
importantes. Fatos que alguém conta e que ajudam a identificar uma história são considerados documentos
históricos orais. É válido
ressaltar, portanto, que as relações entre diversas fontes falam muito mais que
uma fonte histórica isolada e que elas podem ter mais de uma interpretação.
ATIVIDADE
1- Por que as fontes históricas são
importantes para o estudo da História? Justifique sua resposta.
RESPOSTA
PESSOAL- Leia com atenção o texto de apoio com destaque nas palavras em
negrito.
2- Identifique em sua casa um documento,
objeto ou artigo que seja uma fonte histórica de seu contexto familiar, isto é,
que revele dados, insumos e informações referentes à sua família. O que ele lhe
permite contar sobre sua família? Qual é o valor desse objeto para você ou para
seus familiares? Partindo da diversidade de histórias e contextos apresentados
pelos objetos, reflita sobre a importância e o valor das histórias que podem
existir por trás de simples elementos.
RESPOSTA PESSOAL- Vamos pegar, por
exemplo, fotografias da família. Por que elas são importantes para saber a
história da sua família?
3. Leia a letra de música a seguir, que
pode ser usada como fonte histórica:
CANTO
DAS TRÊS RAÇAS
AUTORES:
MAURO DUARTE E PAULO CÉSAR PINHEIRO.
CANTORA:
CLARA NUNES
Ninguém
ouviu
Um
soluçar de dor
No
canto do Brasil
Um
lamento triste
Sempre
ecoou
Desde
que o índio guerreiro
Foi
pro cativeiro
E de
lá cantou
Negro entoou
Um
canto de revolta pelos ares
No
Quilombo dos Palmares
Onde
se refugiou
Fora
a luta dos Inconfidentes
Pela
quebra das correntes
Nada
adiantou
E de
guerra em paz
De
paz em guerra
Todo
o povo dessa terra
Quando
pode cantar Canta de dor
Ô,
ô, ô, ô, ô, ô
Ô,
ô, ô, ô, ô, ô
Ô,
ô, ô, ô, ô, ô
Ô,
ô, ô, ô, ô, ô
E
ecoa noite e dia
É
ensurdecedor
Ai,
mas que agonia
O
canto do trabalhador
Esse
canto que devia
Ser
um canto de alegria
Soa
apenas
Como
um soluçar de dor
Ao analisarmos uma fonte histórica, como
é o caso dessa música, é possível perceber qual é a intenção de sua produção e
o que ela pode nos revelar sobre o passado? Justifique sua resposta.
RESPOSTA
PESSOAL: Leia com atenção a letra da música. Pelo titulo dá para saber o tema
da mesma. Qual a intenção dos autores ao escrever a música?Ela ajuda entender a História do Brasil?
Unidade temática: Lógicas comerciais e
mercantis da modernidade.
Subtema: Escravidão no Brasil
LEIA OS TEXTOS ABAIXO:
TEXTO 1
A
era da escravidão
Na primeira vez que viu o mar, Olaudah
Equiano também avistou um navio negreiro ancorado à sua espera, na costa da
Guiné, área ocidental da África. Nascido em 1745, em Eboe, no atual território
da Nigéria, Olaudah tinha 11 anos quando foi raptado de casa para ser vendido
como escravo. Não era o único: entre 1501 e 1870, mais de 12,5 milhões de
pessoas foram arrancadas do continente africano para trabalhar forçadamente no
outro lado do Oceano Atlântico. O comércio de escravos negros já exista muito
antes dos europeus pisarem na América, mas foi a descoberta de novas terras que
alçou o tráfico negreiro a um patamar inimaginável e transformou a África (e o
mundo) para sempre.
Uma vez rendidos, homens, mulheres e
crianças eram levados em marcha forçada até o litoral, onde eram embarcados nos
navios negreiros. Equiano cruzou o Atlântico junto a negros originários de diferentes
povos, amontoados e acorrentados no interior da embarcação.Temeu a figura do homem branco, que até então
nem conhecia, sobretudo depois de ter sido açoitado por não comer, e viu
companheiros serem castigados e mortos por traficantes.
Muitos deles tentaram pular no mar em
busca de alívio com a própria morte. No século 16, a travessia podia levar
meses, a depender das condições climáticas, mas, na metade do século seguinte,
quando
Olaudah
esteve a bordo, a viagem durava ente 30 e 50 dias. Era comum que crianças
viajassem no convés, um “benefício” concedido a Olaudah, que assim escapou das
agruras dos porões.
Dos 12,5 milhões de negros embarcados na
África, 20% não chegaram vivos ao destino, vítimas de disenteria, escorbuto,
varíola, sífilis e sarampo, ou da brutalidade dos comandantes. Muitas vezes, os
corpos dos mortos jaziam por dias junto dos vivos até serem lançados ao mar.
Devido a graves infecções oculares, era comum o desembarque de escravos cegos.
Em terra firme, a situação do escravo não
era muito melhor: a “vida útil” média de um africano nas plantações não passava
de cinco anos e, aos 30 anos de idade, a maioria estava fisicamente arruinada.
Exploração da mão de obra de africanos
escravizados no Brasil
A escravidão no Brasil iniciou no
século XVI com o processo de colonização das terras brasileiras. Os portugueses
passaram a cultivar a cana-de-açúcar e para isso explorou a mão de obra
escrava. Os africanos foram trazidos para o Brasil para realizar trabalho
forçado, sem pagamento, mediante relação de subsistência e sob ameaças e
violência.
O transporte de escravos da África para o
Brasil era feito em condições precárias, amontoados nos porões de navios.
Durante o trajeto, muitos homens e mulheres morriam e os corpos eram lançados
ao mar. Aqueles que sobreviviam a viagem eram vendidos no Brasil pelos
comerciantes portugueses como se fossem mercadorias.
O valor dos escravos era determinado pelo
sexo, idade e condição dos dentes, tal qual se avaliavam os animais na hora
compra. O preço dos escravos mais jovens, fortes e saudáveis poderia ser o
dobro daqueles mais fracos e mais velhos. Homens e mulheres pertenciam aos
donos de engenho. Eles podiam ser vendidos, doados, emprestados, alugados,
hipotecados ou confiscados.
A condição da vida escrava era desumana. Os
escravos se alimentavam de forma precária, vestiam trapos e trabalhavam em
excesso. Trazidos da África para trabalhar na lavoura, na mineração e no
trabalho doméstico, os escravos eram alojados em galpões úmidos e sem condições
de higiene, chamados senzala.
Além disso, eles viviam acorrentados para
evitar fugas, não tinham direitos, não possuíam bens e constantemente eram
castigados fisicamente. O regime de escravidão no Brasil foi marcado por uma
rotina de trabalho pesado e violência, onde os escravizados sofriam punições
públicas com frequência.
O tronco, o açoite, as humilhações, o uso de
ganchos no pescoço ou as correntes presas ao chão, eram bastante comuns no
período. Vivendo em condições precárias, a média de vida útil de um escravo
adulto era de 10 anos. As mulheres escravizadas eram exploradas para o serviço
doméstico, assim como eram exploradas sexualmente pelos seus donos.
Os escravos eram proibidos de praticar sua
religião ou qualquer outra manifestação cultural da África. Além disso,
eram forçados a seguir a religião católica, imposta pelos senhores de engenho,
e eram obrigados a adotar a língua portuguesa como seu idioma. A escravidão no
Brasil impôs várias formas de humilhação e violência, ocasionando mortes e
sofrimentos a milhares de pessoas.
FONTE:
https://www.educamaisbrasil.com.br/
Assista ao vídeo
ATIVIDADE
Percebemos
que a vida de um escravo era muito sofrível no Brasil. Vamos fazer uma viagem
no tempo, rumo ao Brasil colonial. Imagine que você foi captura na África para
ser escravo/a numa lavoura açucareira. Sua
tarefa é criar uma narrativa. Relate a captura no continente africano, viagem
no navio negreiro (tumbeiro), sua chegada ao Brasil e sua vida no engenho.
OBS:
Seu texto deve ter entre 15 a 20 linhas e três parágrafos:
-
Introdução
*
Quem participou? (de um nome ao personagem)
*
Quando fato aconteceu? (tempo)
*
Onde o fato aconteceu? (espaço)
* O
que aconteceu? (fato)
-
Desenvolvimento
*
Como aconteceu o fato? (enredo)
*
Por que aconteceu?
-
Conclusão (desfecho)
Eu acredito em você e sei que é muito capaz! Surpreenda-me!
Unidade temática: Povos e culturas: meu
lugar no mundo e meu grupo social.
Subtema: Cidadania, diversidade cultural
e respeito às diferenças sociais, culturais e históricas.
1- Leia o texto com atenção.
DIVERSIDADE CULTURAL E CIDADANIA NA FORMAÇÃO DA SOCIEDADE BRASILEIRA
Há 520 anos, não existia um povo chamado
brasileiro, belo-horizontino ou mineiro. Quem morava aqui, nessa época, eram
outros povos que foram denominados de índios pelo colonizador branco europeu. Essa
denominação, usada até hoje, às vezes dá uma impressão errada, como se uma
única palavra qualificasse um único povo, com uma só cultura e até com o mesmo
tipo físico. Mais tarde os negros africanos foram retidos a força de seus
territórios e trazidos para trabalhar com escravos no Brasil. O Brasil
apresenta uma grande dimensão territorial, e uma imensa diversidade cultural.
Os colonizadores europeus, a população indígena e os escravos africanos foram
responsáveis pela nossa diversidade cultural. Em seguida, os imigrantes
italianos, japoneses, alemães, árabes, entre outros, contribuíram para a
diversidade cultural do Brasil.
C) Produza um lindo desenho que
simboliza a diversidade cultural do nosso país. Pode fazer colagem com jornais
e revistas.
2- Leia o trecho abaixo:
“Conhecer
a diversidade! Imagine um mundo em que todas as pessoas são iguais. Ou, um
planeta onde só existe uma cor. Ou, ainda, um universo que tem apenas uma
espécie de animal e uma de vegetal. Você gostaria de viver nesses lugares? Cada
um é de um jeito! Se nem os polegares das mãos são iguais, menos ainda são os
gostos, os pensamentos e as ações. Nas diferenças, nós nos completamos, por
isso é preciso que nos respeitemos: ninguém deve se achar superior porque gosta
de algo diferente ou porque nasceu em determinado país ou em certa região. Nem
por ser homem ou mulher. É preciso saber conviver com as diferenças e saber
respeitar as pessoas como elas são.”
FONTE:
Filosofia e Vida. Gabriel Chalita .
A) Os seres humanos são ao mesmo tempo
iguais, mas também diferentes. Retire do texto dois exemplos de diferença.
B)
Para você, qual importância de aceitarmos nossas diferenças?
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
C) Vivemos numa sociedade que muitas vezes
não aceita a diferença. Vários são os exemplos de discriminação por inúmeros
motivos (cor de pele, tipo de cabelo, religião, entre outros). Vamos criar uma
campanha publicitária contra qualquer tipo de preconceito. A criação deve ter: