quarta-feira, 1 de julho de 2020

Plano de estudo tutorado volume 2- semana 1 - 8º ano

PLANO DE ESTUDO TUTORADO 2º VOLUME

Semana 1 História 8º ano

Unidade temática: O mundo contemporâneo: o Antigo Regime em crise

Subtema: Revolução Francesa

          A Revolução Francesa foi um marco na história da humanidade, porque inaugurou um processo que levou à universalização dos direitos sociais e das liberdades individuais a partir da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Essa revolução também abriu caminho para a consolidação de um sistema republicano baseado na representatividade popular, hoje chamado de democracia representativa. A Revolução Francesa só foi possível graças à popularização dos ideais do Iluminismo.

       Costuma-se delimitar a Revolução Francesa de 5 de maio de 1789 a 9 de novembro de 1799. Trata-se de um período que modificou significativamente o quadro político e social da França. Houve a derrubada do Antigo Regime, dominado pelo clero e pela nobreza, e a instauração de um mundo em que a burguesia passou a dar as cartas, fortalecendo uma sociedade liberal.A Revolução é considerada o marco inicial da Idade Contemporânea, principalmente por ter abolido a servidão e proclamado os princípios universais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade. No entanto, essa história não é linear. Está repleta de avanços e retrocessos, de lutas pelo poder, idealismo e violência.

       A principal causa da revolução foi a crise econômica, apesar de no século XVIII a França ter vivido um período de grande prosperidade, o absolutismo monárquico comandado pelo rei Luís XVI dificultava o desenvolvimento das demais camadas da sociedade. O país tinha as suas bases fixadas na agricultura, 80% da população vivia no campo em um regime econômico semelhante ao feudalismo da Idade Média. A crise econômica começou a abalar a nação em 1774, quando ficou evidente que os altos impostos cobrados pelo governo serviam apenas para sustentar os luxos da família real. Enquanto a população padecia pela falta de assistência e excesso de tributos, o monarca ostentava uma vida de luxo no Palácio de Versalhes, bem distante das necessidades do povo.

     Além das desigualdades sociais, os problemas foram agravados por questões naturais como a grande seca de 1788. A falta de alimentos contribuía para o descontentamento da população, o desespero e a miséria aumentaram as pressões populares contra o governo. A divisão social da população em três estados gerava uma grande desvantagem na hora de tomar as decisões referentes aos rumos que o país deveria seguir. O governo absolutista era exercido em benefício de uma minoria, a maioria da população não possuía nenhum tipo de privilégio. Os três estados são:

- Primeiro Estado: formado pelo clero, os representantes da Igreja detinham uma série de privilégios terras, cargos e isenção fiscal.

- Segundo Estado: composto pela nobreza, a corte e toda a família do rei. Nesse grupo também estavam aqueles que não nasceram nobres, porém compravam títulos de nobreza.

- Terceiro Estado: a formação desse grupo era bastante heterogênea. Composto pela alta burguesia (banqueiros, industriais e grandes comerciantes), a pequena burguesia (pequenos comerciantes, pessoas que possuíam algum cargo público e profissionais liberais), os trabalhadores urbanos chamados de sans - culottes, trabalhadores rurais: livres e servos.

Pressionado pela crise, o rei Luís XVI convoca os Estados Gerais, uma assembleia formada pelas três divisões da sociedade francesa. O Terceiro Estado, mais numeroso, pressionava para que as votações das leis fossem individuais e não por Estado. Somente assim, o Terceiro Estado poderia passar normas que os favorecessem. No entanto, o Primeiro e o Segundo Estado recusaram esta proposta e as votações continuaram a ser realizadas por Estado.Desta forma, reunidos no Palácio de Versalhes, o Terceiro Estado e parte do Primeiro Estado (baixo clero) se separam da Assembleia.Em seguida, declaram-se representantes da nação, formando a Assembleia Nacional Constituinte e jurando permanecer reunidos até que ficasse pronta a Constituição.Essa constituição   tinha o objetivo de trazer mudanças para a França, fazendo com que ela se tornasse uma monarquia constitucional. Quando Luís XVI tentou fechar a Constituinte à força, a população parisiense se rebelou em sua defesa. Em 12 de julho de 1789, a população francesa tomou as ruas de Paris. No dia 13, uma Comuna foi criada para governar Paris e uma Guarda Nacional, um tipo de milícia popular. No dia 14, a população saiu para tomar armas e pólvora do governo, atacando a Bastilha, uma antiga fortaleza que foi transformada em prisão para os que se opunham aos reis da França.No dia 14 de julho houve a queda da Bastilha, em que os revoltosos invadiram e tomaram o controle da prisão, que então simbolizava a opressão absolutista.

Depois desse dia, a revolução espalhou-se por toda a França, alcançando novas cidades e chegando ao campo e estendeu-se por um período de dez anos. A revolução só foi encerrada na França quando Napoleão Bonaparte tomou o poder do país por meio do Golpe do 18 de Brumário. Esses dez anos de extensão da Revolução Francesa são divididos em três fases:

1º fase: Monarquia Constitucional (1789-1792)

2º fase: Convenção ou fase do terror (1792-1794)

3º fase: Diretório (1794-1799)

Monarquia constitucional 

     Essa é fase da Revolução Francesa na qual ocorreu a atuação da Assembleia Nacional Constituinte.Após a Queda da Bastilha, a revolução espalhou-se pelo país e chegou às zonas rurais. Os camponeses temiam que a aristocracia reagisse aos fatos que aconteciam em Paris e deixasse a população sem alimento. Com isso, partiram para o ataque.Essa reação recebeu o nome de Grande Medo e aconteceu entre julho e agosto de 1789. Nesse episódio, camponeses começaram a invadir as propriedades de aristocratas, promovendo saques e assassinando os proprietários. Além disso, exigiam o fim de alguns impostos e queriam ter direito a mais alimentos.

      Os constituintes, temendo que a violência aumentasse, tomaram algumas medidas para conter as ações do povo. Assim, os privilégios feudais foram abolidos na França no início de agosto e, ainda nesse mês, foi anunciada a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, um dos documentos mais importantes de toda a Revolução Francesa. Essa declaração estabelecia, na teoria, que todos os homens eram iguais perante a lei.A violência popular e as mudanças que estavam acontecendo fizeram com que parte da aristocracia francesa fugisse do país e fosse para outras nações absolutistas, como Áustria e Prússia. Essa aristocracia que fugiu da França iniciou esforços contrarrevolucionários com o objetivo de reimplantar o absolutismo na França.

     O rei francês Luís XVI e sua esposa, Maria Antonieta, também tentaram fugir da França, mas foram reconhecidos quando se aproximavam da fronteira com a Bélgica. Após ser capturado, o rei francês foi reencaminhado para o Palácio de Tulherias, local onde vivia desde 1789 – antes disso, o rei francês vivia no Palácio de Versalhes.Outras mudanças que aconteceram nesse período foram decorrentes da Constituição Civil do Clero, uma tentativa de colocar o clero francês sob o controle do governo. Em 1791, foi promulgada a nova Constituição da França, que transformou o país em uma monarquia constitucional. Após a promulgação, a Assembleia Constituinte transformou-se em Assembleia Legislativa.

         Nessa Assembleia, consolidaram-se dois partidos, que foram muito importantes para os anos seguintes da Revolução Francesa: girondinos e jacobinos. Os girondinos assentavam-se à direita da Assembleia e tinham uma postura mais conservadora em relação às mudanças em curso. Já os jacobinos assentavam-se à esquerda e partilhavam de uma posição mais reformista, que defendia a ampliação das reformas em curso no país.

       Nesse período, rumores de que austríacos e prussianos estavam organizando forças para invadir a França espalharam-se e fizeram com que a Assembleia emitisse uma declaração de guerra contra esses dois países. Os franceses lutaram essa guerra com a Guarda Nacional, tropa que tinha surgido em Paris no começo da revolução e que era liderada pelo Marquês de La Fayette.O início da guerra criou condições para a radicalização da revolução e levou a população a apoiar os jacobinos e os sans-culottes. A guerra foi declarada em abril de 1792 e, em setembro de 1792, a Monarquia Constitucional na França caiu. Os sans-culottes anunciaram a instauração da República na França.

Convenção ou fase do Terror

       A fase da Convenção Nacional, entre 1792 e 1794, foi marcada pelo poder conseguido pelos jacobinos, liderados principalmente por Robespierre, e pelo apoio dado a eles pelos sans-culottes. Foi o período de maior radicalização da revolução, com a execução de vários membros da nobreza, dentre eles o rei Luís XVI. A República foi instaurada na França, dirigida pelo Comitê de Salvação Pública, leis destinadas a controlar os preços foram instauradas, a nobreza e o clero foram expropriados, o ensino público gratuito foi instituído, um novo calendário foi criado e a escravidão foi abolida nas colônias. Durante a Convenção Nacional, o papel desempenhado pelo Tribunal Revolucionário levou à perseguição de várias pessoas consideradas traidoras da Revolução, levando o período a ser denominado como o do Terror.A atuação dos jacobinos gerou, naturalmente, uma reação dos grupos conservadores, representados pelos girondinos. Essa articulação contou com o apoio da alta burguesia francesa e resultou num golpe conhecido como Reação Termidoriana, que aconteceu em 1794. A partir dessa data, os girondinos tomaram uma série de medidas que reverteram as decisões jacobinas. Em 1795, a Convenção foi substituída pelo Diretório. Com a Reação Termidoriana, vários jacobinos, incluindo Robespierre, foram guilhotinados.

Diretório 

     Com a derrocada jacobina, os girondinos e a alta burguesia francesa redigiram uma nova Constituição para a França e restauraram algumas medidas, como o voto censitário. Foi um período autoritário no qual o exército francês foi utilizado várias vezes para reprimir o povo. Além disso, houve resistência às tentativas de golpe por parte de jacobinos e monarquistas.A instabilidade que a França vivia fez com que a alta burguesia francesa defendesse esse autoritarismo, pois as massas estavam insatisfeitas, a economia estava ruim e a guerra ameaçava o país. Por isso, passaram a defender a implantação de uma ditadura no país sob o governo de uma figura forte, autoritária. Dessa forma, nasceu o apoio a Napoleão Bonaparte, general famoso por liderar os exércitos franceses na luta contra as coalizões internacionais.O resultado disso foi a organização de um golpe por Napoleão, que, em 1799, tomou o poder da França em um evento conhecido como Golpe do 18 de Brumário. Iniciou-se, então, o Período Napoleônico.

Abaixo segue um esquema ilustrado sobre a Revolução Francesa



ATIVIDADES

1 — A França do Antigo Regime trazia vários elementos que remetiam à sociedade feudal. Na França do absolutismo, a sociedade continuava marcada por privilégios e dividida em ordens ou estamentos. Analise a Imagem 1, identifique qual grupo dentro da sociedade francesa cada indivíduo representa e como ele se encontra representado na própria imagem. Associe a imagem deles às camadas presentes na pirâmide social da Imagem 2 identificando o Estado a que pertence (Primeiro Estado, Segundo Estado ou Terceiro Estado) e depois preencha a tabela fornecendo as informações solicitadas quanto à composição e atuação de cada grupo dentro da sociedade francesa do século XVIII.




SOCIEDADE FRANCESA DO SÉCULO XVIII


  MEMBROS PERCENTUAL DA POPULAÇÃO PRIVILÉGIOS OBRIGAÇÕES
 1º estado CLERO 1% TERRAS, CARGOS, PRESTIGIOS, PRIVILEGIOS E NÃO PAGAVAM IMPOSTOS       ------
 2º estado NOBREZA 2% TERRAS, CARGOS, PRESTIGIOS, PRIVILEGIOS E NÃO PAGAVAM IMPOSTOS       -------
 3º estado BURGUESIA+ CAMPONESES+ SANS CULOTES 97%             ------ OBRIGAÇOES FEUDAIS  E IMPOSTOS

2 — Revolução Francesa é a denominação que se dá ao conjunto dos acontecimentos que ocorreram entre os anos de 1789 e 1799 na França. Esse período marcou profundamente a história do país, da Europa e de todo o mundo. A imagem abaixo é a capa do livro “A Revolução Francesa — passo a passo”, de Gérard Dhotel, lançado em 2015. A partir do pensamento dos filósofos, que acreditavam em uma vida mais livre e feliz, este volume ilustrado explica o regime comandado pelos reis, o papel dos burgueses na revolução, a resistência da nobreza em perder privilégios e a passagem para a democracia. Analise a imagem e responda às questões:


— O que você observa na imagem?

RESPOSTA PESSOAL-A imagem retrata uma situação tranquila ou algum conflito.

 —  Quem são as pessoas que estão representadas nas ilustrações da capa do livro? A que classe social elas pertencem?

RESPOSTA PESSOAL- Qual grupo que estava insatisfeito com o governo? Lutava contra os privilégios e desigualdade?

— O que as pessoas estão fazendo?

RESPOSTA PESSOAL-A França estava passando por uma crise econômica: pessoas passando fome e excesso de impostos sobre o terceiro estado. Em momento de insatisfação política o que as pessoas fazem.

 — O que a onda amarela que invade as ruas e a vela representam?

RESPOSTA PESSOAL- A onda amarela remete a luz . Qual a função da vela acessa?

— Qual a relação do movimento iluminista com a eclosão da Revolução Francesa?

RESPOSTA PESSOAL-Quais as criticas do Iluminismo foram apropriadas pela Revoluçao Francesa? Olha no esquema que fizemos no inicio do ano.

3 — Em 1789, o povo francês levou a sério o fim da monarquia absoluta e o estabelecimento da primeira República Francesa. Seis semanas depois do ataque à Bastilha, e três semanas depois do fim do feudalismo, a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão foi adotada pela Assembleia Constituinte Nacional como o primeiro passo para a escrita de uma constituição para a República da França. De uma forma bem resumida, a Declaração diz que todos os cidadãos devem ter garantidos os direitos de “liberdade, propriedade, segurança e resistência à opressão”. A seguir você encontra alguns artigos que foram estabelecidos nesta declaração. Analise-os e em seguida responda às questões.

Art.1 º Os Homens nascem e são livres e iguais em direitos. As distinções sociais só podem fundamentar-se na utilidade comum;

 Art. 2º A finalidade de toda associação política é a conservação dos direitos naturais e imprescritíveis do Homem. Esses direitos são a liberdade, a propriedade, a segurança e a resistência à opressão; [...]

Art. 4º A liberdade consiste em poder fazer tudo que não prejudique o próximo: assim, o exercício dos direitos naturais de cada homem não tem por limites senão aqueles que asseguram aos outros membros da sociedade o gozo dos mesmos direitos. Estes limites apenas podem ser determinados pela lei; [...]

Art. 6º A lei é a expressão da vontade geral. Todos os cidadãos têm o direito de concorrer, pessoalmente ou através de mandatários, para a sua formação. Ela deve ser a mesma para todos, seja para proteger, seja para punir. Todos os cidadãos são iguais a seus olhos e igualmente admissíveis a  todas as dignidades, lugares e empregos públicos, segundo a sua capacidade e sem outra distinção que não seja a das suas virtudes e dos seus talentos;

—  Qual a importância da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão para a sociedade francesa daquela época?

RESPOSTA PESSOAL- Por que é importante leis que igualam os direitos e deveres das pessoas?

—  Em relação à característica estamental da sociedade pregada pelo feudalismo, qual o maior benefício que a Declaração traz para a sociedade francesa do século XVIII?

RESPOSTA PESSOAL- Qual grupo passou a ter direitos iguais ?

—  O que a Declaração estabelece como direitos naturais imprescritíveis do homem?

Esses direitos são a liberdade, a propriedade, a segurança e a resistência à opressão;

 —  Como a Declaração expressava os anseios da Revolução Francesa?

RESPOSTA PESSOAL- O lema da Revolução Francesa é liberdade, igualdade e fraternidade. A declaração atendeu esses anseios?

—  Será que a Declaração garantiu os direitos de todos os cidadãos na prática? Reflita sobre o papel da mulher no contexto que se seguiu à Declaração dos Direitos.

RESPOSTA PESSOAL -Se a declaração foi elaborada por homens , você acha que eles farão uma lei para o beneficio da mulher? Leia o texto abaixo e chega a sua conclusão.


 

 —  Qual a contribuição desse documento para a nossa sociedade atual?

RESPOSTA PESSOAL- Nossa constituição de 1988 tem algum pontos igual a Declaração dos direitos do homem e do cidadão?

 

4 —Leia o fragmento de texto a seguir, analise a imagem e preencha a tabela com as informações que são solicitadas.

Jacobinos e girondinos

Em 1791, começou a vigorar a nova Constituição francesa. A Assembleia Constituinte, convocada para escrevê-la, foi dissolvida ao concluir sua missão. Em seu lugar, passou a funcionar a Assembleia Legislativa Francesa, que foi palco das disputas que estavam sendo travadas na sociedade como um todo. O exercício da política passou a se fazer a partir da divisão dos poderes entre Legislativo (que faz as leis), exercido pela Assembleia; Executivo (que executa as leis), exercido pelo rei; e Judiciário (que cuida do cumprimento das leis), exercido por juízes eleitos. Dentro da Assembleia, do lado direito sentavam-se os chamados girondinos, que eram moderados e queriam o respeito à Constituição. Do lado esquerdo, os deputados radicais, que queriam a implantação da República, limitando o poder real. Os da esquerda eram chamados de jacobinos (liderados por Robespierre) e “cordeliers” (liderados por Danton e Marat). Esquerda e direita : Devido a essa divisão política existente na França revolucionária do século 18, até os nossos dias usamos a divisão esquerda e direita para nos referirmos aos partidos políticos.

  GRUPOS SOCIAIS ENVOLVIDOS POSIÇAO POLITICA O QUE DEFENDEM? EM QUE LUGAR SENTAVAM NO PARLAMENTO
 GIRONDINOS ALTA BURGUESIA CONSERVADORA 

CONTER O MOVIMENTO REVOLUCIONARIO.

IMPLANTAÇAO DE MONARQUIA CONTITUCIONAL
 DIREITA
 JACOBINOS PEQUENA BURGUESIA E SANS CULOTTES REVOLUCIONARIA ERAM CONTRA A MONARQUIA. CONTINUIDADE DA REVOLUÇAO E LUTAVAM PARA QUE AS CLASSES MAIS HUMILDADES FOSSEM BENEFICIADAS PELAS MUDANÇAS ESQUERDA
 PANTANOS BURGUESIA FINANCEIRA CONSERVADORA MUDAVA A TODO O MOMENTO DE POSIÇÃO E APOIAVA SEMPRE QUE ESTIVESSE NO PODER. CENTRO

SEGUE VIDEO PARA DESCONTRAIR.

terça-feira, 30 de junho de 2020

Plano de estudo tutorado volume 2- semana 1 - 6º ano

PLANO DE ESTUDO TUTORADO VOLUME 2


1º SEMANA HISTÓRIA 6º ANO


Unidade temática - História: tempo, espaço e formas de registros.


Subtema:Conceito e fases da pré – história e período paleolítico.


PRÉ HISTÓRIA


       O termo Pré-História, apesar de muito utilizado, é inadequado. Isto porque “pré” significa “antes”, e passa a ideia de que as populações que viveram neste período não tinham história. No entanto, quando o ser humano passa a transformar a natureza, já está fazendo história. A Pré-História corresponde a um longo período de 3,6 milhões de anos. Termina com o surgimento da escrita, há quatro mil anos. Vale ressaltar que estas datas são aproximadas e discutíveis. Pesquisas indicam que o ser humano surgiu na África, há aproximadamente quatro milhões de anos. O nomadismo fez com que estes seres humanos – a partir da África – criassem redes de migrações para outras regiões do planeta.

       A pré história é dividida em três fases, a primeira é o período paleolítico. Foi o período mais longo da pré-história. Os seres humanos foram se adaptando à natureza. Os primeiros humanos viviam da caça, pesca e coleta de frutos. Viviam em regiões de savanas, em moradias simples, feitas de madeira, ossos, e peles de animais. Alguns ainda se abrigavam em cavernas ou ao ar livre. Caçavam mamutes, bisões, utilizavam suas carnes como alimento e suas peles para fazer as roupas. Com os ossos fabricavam ferramentas. Os humanos do paleolítico eram nômades, ou seja, não moravam em um lugar fixo. Viviam se deslocando acompanhando as migrações de animais e novas fontes de alimentos. Eles começaram a criar ferramentas de pedra lascada, ossos e madeira para facilitar sua vida. Criaram: facas (para cortar carnes), raspadores ( separam a pele dos animais), pontas de lanças e flechas ( para caçar) agulhas ( para costurar).Foi com domínio do fogo que eles melhoraram suas condições de vida. Por conta dele conseguiram afugentar animais, iluminar caminhos, se aquecer e cozinhar. Para se comunicar os seres humanos do paleolítico criaram as primeiras pinturas rupestres. Essas pinturas sobre rochas, feitas em cavernas retratavam seu dia-a-dia. A imagem abaixo retrata as características do período paleolítico.

Agora seguem dois vídeos para exemplificar o conceito de pré historia e como era a vida no período paleolítico.


ATIVIDADES CORREÇÃO

1- SOBRE O PERÍODO PALEOLÍTICO, RESPONDA ÁS QUESTÕES:

a) Como os povos que viveram no Período da Pedra Lascada não dominavam a tecnologia de produção de alimentos, eles tinham que viver se deslocando em busca de alternativas para sua sobrevivência, em função desse fato, como ficaram conhecidos?

Os povos do paleolítico eram conhecidos como nômades, ou seja, não possuíam moradia fixa.

b) Para a prática da caça e da busca por frutos, os homens do Período Paleolítico faziam uso de instrumentos produzidos por eles próprios. Como eram estes instrumentos? De que eram feitos?

Os homens do paleolítico criam seus instrumentos a partir de elementos da natureza. Utilizavam pedras, ossos e madeiras. Criaram: facas (para cortar carnes), raspadores ( separam a pele dos animais), pontas de lanças e flechas ( para caçar) agulhas ( para costurar).


2- O fogo foi uma das grandes tecnologias descobertas pelos povos do Período Paleolítico e trouxe muitas vantagens para os homens da Pré-História. Observe a tirinha e logo em seguida responda à questão:

https://arquivosturmadamonica.blogspot.com/2017/09/piteco-hq-procura-do-fogo.html

Além de ser útil para esquentar a comida, quais outras vantagens que a descoberta do fogo trouxe para os povos da Pré-História?

O fogo servia para afugentar animais, iluminar caminhos, se aquecer além de cozinhar.

3 — A Arte Rupestre é o mais antigo tipo de arte produzida pelo homem. Como vimos, esse tipo de arte se iniciou no período Paleolítico e está presente em todos os continentes. Pesquise na internet ou no livro didático uma imagem de uma pintura rupestre encontrada em algum sítio arqueológico do Brasil ou do mundo. Após escolher a imagem você deve reproduzi-la, como se estivesse confeccionando-a no período Paleolítico, simulando a situação vivida por esses povos.

Dicas para o desenvolvimento da atividade sobre a Arte Rupestre:

1- Infelizmente não temos como reproduzir a gravura em paredes e tetos de cavernas, mas vamos usar a imaginação. Para a reprodução da imagem, você pode usar uma cerâmica lisa, uma pedra ou qualquer outro tipo de superfície que você tenha disponível em casa no momento.

2 -Como estamos tentando reproduzir esse momento vivido pelos homens do período Paleolítico, temos que tentar ser fiéis às ferramentas e materiais utilizados pelos mesmos. Por isso, para pintar a figura, utilize materiais como carvão, tijolo ou mesmo algum tipo de tinta confeccionada a partir da utilização de flores e frutos.

3 - Não utilize tintas industrializadas, lembre-se: a intenção é tentar reproduzir as dificuldades e prazeres vivenciados pelos povos Paleolíticos na concepção de sua arte.

4 - Não se preocupe tanto com a beleza estética da sua atividade, o importante é você vivenciar esse momento.

RESPOSTA PESSOAL: Se você não tiver cerâmica lisa ou pedra, não tem problema . Pode fazer em folha branca ou papel Kraft ( aquele do saquinho de pão da padaria). Além de carvão e tijolo , você pode usar:casca de jabuticaba (rosa), casca de uva preta (azul), amora ou morango (tons avermelhados ou violetas), espinafre ou erva-mate (verde), folha de beterraba ou de cenoura (verde), beterraba (vermelho), cenoura (laranja), semente de girassol (amarelo), pó de café (marrom), coloral (amarelo e laranja).

 


terça-feira, 2 de junho de 2020

Plano de estudo tutorado semana 4 - 6º ano

Plano de estudo tutorado

4º semana História 6º ano

Unidade temática: Tempo , espaço e formas de registros

Subtema: As origens do homem

                                                         AS ORIGENS DO HOMEM

         Você já deve ter tido a curiosidade de saber como surgiu à espécie humana, não é mesmo? Essa curiosidade não é só sua. Muitos pesquisadores têm estudado para descobrir como se deu a origem do ser humano. Entre as diversas explicações para o aparecimento do ser humano, duas se destacam pelo amplo debate que provocaram: o criacionismo com explicação religiosa/ mitológico e a teoria da evolução com fundamento científico. 

O criacionismo

        O Criacionismo é a teoria ou crença religiosa na qual a humanidade, toda a vida na Terra e no Universo são frutos da criação de um ser sagrado. Essa teoria parte do pressuposto de que essas criações não estariam sujeitas a evoluções ou transformações. O criacionismo é um discurso baseado em tradições que buscam explicações em para narrativas mítico-religiosas presentes nos livros sagrados.

        A questão sobre as origens do homem remete um amplo debate, no qual religião e ciência entram em cena para construir diferentes concepções sobre a existência da vida humana. Desde as primeiras manifestações mítico-religiosas, o homem busca resposta para essa questão. Neste âmbito, a teoria criacionista é a que tem maior aceitação. Ao mesmo tempo, ao contrário do que muitos pensam, as diferentes religiões do mundo elaboraram uma versão própria da teoria criacionista.

       O cristianismo adota a Bíblia como fonte explicativa sobre a criação do homem. Segundo a narrativa bíblica, o homem foi concebido depois que Deus criou céus e terra. Também feito a partir do barro, o homem teria ganhado vida quando Deus assoprou o fôlego da vida em suas narinas. Outras religiões contemporâneas e antigas formulam outras explicações, sendo que algumas chegam a ter pontos de explicação bastante semelhantes. Cada civilização que iremos estudar este ano tem sua versão sobre a origem humana. Abaixo seguem a essas teorias criacionistas.

Criacionismo Iorubá ( África)

   Na mitologia iorubá o deus supremo é Olorum. Ele criou o mundo, todas as águas e terras e todos os filhos das águas e do seio das terras. Criou plantas e animais de todas as cores e tamanhos. Até que ordenou que Oxalá criasse o homem.  Oxalá criou o homem a partir do ferro e depois da madeira, mas ambos eram rígidos demais. Criou o homem de pedra – era muito frio. Tentou a água, mas o ser não tomava forma definida. Tentou o fogo, mas a criatura se consumiu no próprio fogo. Até que deve a ideia de moldar os humanos no barro. Terminados os bonecos, colocou neles o sopro da vida.

Criacionismo Tupi-Guarani

   A figura primária na maioria das lendas guaranis da criação é Tupã, o deus Sol e realizador de toda a criação. Com a ajuda da deusa lua Araci, Tupã desceu à Terra num lugar descrito como um monte na região do Aregúa( Paraguai), e deste local criou tudo sobre a face da Terra, incluindo o oceano, florestas e animais. Também as estrelas foram colocadas no céu nesse momento. Tupã então criou a humanidade em uma cerimônia elaborada, formando estátuas de argila do homem e da mulher com uma mistura de vários elementos da natureza. Depois de soprar vida nas formas humanas, deixou-os com os espíritos do bem e do mal e partiu.

Criacionismo egípcio   

   No início nada existia a não ser Nun, um grande oceano primitivo. Ao redor desse reinavam o silêncio, as trevas e o caos. Porém misteriosamente o oceano começa a se movimentar, despertando de seu sono profundo. Nun é assolado por negras tempestades, que fazem suas águas se agitarem de forma intensa, e de dentro do oceano começa a surgir uma ilha conhecida como monte da criação. Surge então uma flor de lótus no meio desta ilha, e de dentro da flor surge o deus do sol Rá. Ele transformou-se em um novo elemento no cosmo: o sol. Mas a carência de outra vida logo lhe pesou e, em comunhão com a sua própria sombra, gerou uma filha, Tefnut. Ela também era um novo elemento: a umidade. E Shu, o outro filho de Rá, tornou-se o ar. Por sua vez, eles também tiveram seus próprios descendentes, Geb e Nut (a terra e o céu). Logo foi estabelecida toda uma ordem cósmica. Feliz, Rá deixa escorrer uma lágrima que penetra na terra que ocasionará mais tarde a humanidade.

Criacionismo grego- romano

    A história começa com um grande vazio que deu origem ao deus chamado Caos. A partir dele foram criados outros deuses primordiais, como Éter, o deus do ar; Gaia, a Mãe Terra; Urano, o deus do céu; Nix, a dona da noite; Hemera, a do dia; Eros, o deus do amor; Tártaro, deus das profundezas da terra; Ponto, deus das profundezas do mar; Tálassa; deusa da vida marinha e Érebo, o deus da escuridão. Esses deuses primordiais passaram a ter outros filhos deuses, que aos poucos foram criando tudo o que existe no universo. Entre eles estavam três irmãos: Atlas, Prometeu e Epimeteu. Atlas fora condenado a carregar o céu ou o mundo nas costas. Quanto a Epimeteu e Prometeu, estes foram incumbidos de criarem novos seres para a natureza. Epimeteu criou algumas plantas e animais, porém Prometeu decidiu criar algo diferente de todos os animais que habitavam este mundo. Ele queria criar um ser que falasse e pensasse. Sendo assim, Prometeu moldou do barro uma criatura a imagem e semelhança dos deuses, e soprou em seu corpo o sopro da vida. Ele chamou esta criatura de homem. 

Criacionismo judaico cristão

   Segundo a Bíblia, a criação do mundo foi um ato de Deus. No início da criação, a terra não tinha forma, apenas havia trevas e água caótica e o Espírito de Deus se movia sobre ela. Então, em uma semana, Deus formou o mundo que conhecemos. No primeiro dia  Deus criou a luz e separou a luz das trevas, chamando a luz de “dia” e escuridão “noite”.No dia seguinte Deus criou uma expansão para separar as águas e chamou-a de “céu”. Passando mais um dia Deus criou a terra seca e reuniu as águas, chamando a terra seca “terra” e as águas reunidas “mares”. No terceiro dia, Deus também criou vegetação (plantas e árvores). No quarto dia  Deus criou o sol, a lua e as estrelas para iluminar a terra e governar e separar o dia e a noite. Estes também serviriam como sinais para marcar estações, dias e anos. No quinto dia Deus criou todos os seres vivos dos mares e todos os pássaros, abençoando-os para multiplicar e encher as águas e o céu de vida. E no ultimo  Deus criou os animais para encher a terra.Deus modelou o homem com a argila do solo, insuflou em suas narinas um hálito de vida e o homem se tornou um ser vivente.

Evolução humana

        Em oposição ao criacionismo, a teoria evolucionista parte do princípio de que o homem é o resultado de um lento processo de alterações (mudanças). Esta é a ideia central da evolução: os seres vivos (vegetais e animais, incluindo os seres humanos) se originaram de seres mais simples, que foram se modificando ao longo do tempo.

       Essa teoria, formulada na segunda metade do século XIX pelo cientista inglês Charles Darwin, tem sido aperfeiçoada pelos pesquisadores e hoje é aceita pela maioria dos cientistas. Após abandonar seus estudos em medicina, Darwin decidiu dedicar-se às pesquisas sobre a natureza. Em 1831 foi convidado a participar, como naturalista, de uma expedição ao redor do mundo organizada pela Marinha britânica. Em 1836, de volta  à Inglaterra, trazia na bagagem milhares de espécimes animais e vegetais coletados em todos os continentes, além de uma enorme quantidade de anotações. Após vinte anos de pesquisas baseadas nesse material, saiu sua obra prima: A Origem das Espécies através da Seleção Natural, livro publicado em 1859.

          A grande contribuição de Darwin para a teoria da evolução foi a ideia da seleção natural. Ele observou que os seres vivos sofrem modificações que podem ser passadas para as gerações seguintes.No caso das girafas, ele imaginou que, antigamente, haveria animais de pescoço curto e pescoço longo. Com a oferta mais abundante de alimentos no alto das árvores, as girafas de pescoço longo tinham mais chance de sobreviver, de se reproduzir e assim transmitir essa característica favorável aos descendentes. A seleção natural nada mais é, portanto, do que o resultado da transmissão hereditária dos caracteres que melhor adaptam uma espécie ao meio ambiente.

          A ideia seleção natural não encontrou muita resistência, pois explicava a extinção de animais como os dinossauros, dos quais já haviam sido encontrados muitos vestígios. O que causou grande indignação, tanto nos meios religiosos quanto nos científicos, foi a afirmação de que o ser humano e o macaco teriam um parente em comum, que vivera há milhões de anos. Logo, porém surgiria a comprovação dessa teoria, à medida que os pesquisadores descobriam esqueletos com características intermediárias entre os humanos e os símios.



ATIVIDADE 1- Leia o trecho abaixo observando as imagens para depois responder o que se pede.

Todas as pessoas têm uma história. E não apenas as pessoas, mas tudo possui uma história: a música que ouvimos, as roupas que vestimos, os alimentos que comemos, as cidades, os países, o mundo!

Os seres humanos sempre deixam algum tipo de registro histórico. Nossos indígenas, por exemplo, deixaram registrado o seu cotidiano: enfeites com penas de pássaros, objetos de cerâmica e pinturas em cavernas. 
 
 
 

Agora registre, no espaço abaixo, como você acha que era o cotidiano das pessoas/indígenas que fizeram os registros históricos?


 

RESPOSTA PESSOAL

-Como se vestem?

- Quais as principais atividades econômicas?

- Como se locomovem?

- Como é sua arte?

- Como se divertem?


ATIVIDADE 2 - Observe a imagem da origem e evolução do homem na Terra.



Faça uma pesquisa identificando as teorias e hipóteses científicas sobre o surgimento da espécie humana na Terra. Guarde esta essa pesquisa, para mostrar ao seu professor, quando as aulas retornarem.

RESPOSTA PESSOAL. Leia o texto e escolha duas teorias criacionistas e explique com suas palavras depois observando a imagem explique sobre a evolução dos hominídeos ( quais transformações ocorreram ?). Para facilitar sua conclusão observe a imagem abaixo sobre essas transformações /mudanças.





segunda-feira, 1 de junho de 2020

Plano de estudo tutorado semana 4 - 8º ano

PLANO DE ESTUDO TUTORADO 

SEMANA 4 - 8º ANO


Unidade temática: O mundo contemporâneo: o Antigo Regime em crise

Subtema: Revolução industrial    

Vamos assistir uma animação sobre a Revolução Industrial.

                                         

ATIVIDADE 1 - Com a criação das máquinas industriais ocorreram mudanças profundas na forma de produção na sociedade inglesa.

“Cada máquina passou a substituir diversas ferramentas e assim a realizar o trabalho de várias pessoas que foram deixando de trabalhar em casa ou em oficinas e passaram a trabalhar em fábricas, para um patrão, em troca de um salário. Essa nova forma de produção recebeu o nome de maquinofatura”.A primeira indústria a utilizar máquinas foi a de tecidos de algodão. Por que o empresariado inglês se interessou em mecanizar primeiramente a produção de tecidos de algodão, inclusive oferecendo prêmios em dinheiro para quem inventasse máquinas de fiar e de tecer ?

RESPOSTA PESSOAL. Será que o cercamento ( mudança de terras comuns em pasto para ovelhas) contribuiu  para o aumento de matéria prima. Depois do setor da alimentação, qual seria o segundo setor econômico mais importante?

ATIVIDADE 2 - Na Inglaterra, com o crescimento das fábricas, ocorreu uma divisão muito maior do trabalho e, consequentemente, um aumento da produtividade. Isto é, passou-se a produzir mais em menos tempo. Com a produção em larga escala, a Inglaterra passou a ser o armazém do mundo.

a) Você concorda que a Inglaterra a partir da Revolução Industrial passou a ser considerada o armazém do mundo porque passou a produzir e estocar a produção e assim atender a vários mercados consumidores?

RESPOSTA PESSOAL. Se a Inglaterra era o único pais a produzir em grande quantidade ( larga escala) será que ela tinha estoque para vender para o mundo todo?

b) Você sabe o que é um armazém? Para que serve?

Lugar onde se guardam mercadorias por tempo limitado.

 

ATIVIDADE 3 - A partir da leitura dos quadrinhos abaixo responda:



Você acha justa a condição dos trabalhadores durante a Revolução Industrial? Justifique a sua resposta.

RESPOSTA PESSOAL. O trabalhador é tratado de maneira justa?





           

Plano de estudo tutorado semana 3 - 8º ano

PLANO DE ESTUDO TUTORADO

SEMANA 3 - 8º ANO

Unidade temática: O mundo contemporâneo: o Antigo Regime em crise

Subtema: Revolução industrial                                                         

                                                       REVOUÇAO INDUSTRIAL

    A primeira revolução industrial surgiu na Europa no século XVIII. Teve como ponto marcante a mudança no processo de produção. Antes, o trabalho era artesanal, desenvolvido por artesãos em suas casas e, após algum tempo, passou para o trabalho assalariado e com o uso das máquinas realizado nas fábricas. 

    Antes do surgimento das máquinas, a forma de produção da época era inteiramente manual, realizada pelos artesãos. Ainda sem a implantação das fábricas, o trabalhador realizava os serviços em casa com a ajuda da família. Nesse momento não existia divisão do trabalho, ou seja, ele participava de todo processo de produção, desde a matéria-prima até a venda. 

    Na passagem entre o artesanato e a maquinofatura está a manufatura, que ainda contava com o artesão, mas nessa fase existia uma diferença: passa a existir a divisão do trabalho. Na manufatura, o artesão realiza uma parte do trabalho, mas não a etapa completa. O trabalhador passa a ser contratado por um comerciante e recebe uma remuneração por uma parte do produto que produziu. 

     Com a chegada das máquinas a vapor, o trabalho não é mais realizado na casa dos artesãos, e sim nas fábricas, sob a supervisão dos burgueses, os quais passaram a receber todos os lucros. Com isto, o artesão, que não assume todas as etapas de produção, passa a vender sua mão de obra para sua sobrevivência. O trabalho dele se transforma, portanto, em uma mercadoria. 

     A intenção de inventar as máquinas, a princípio, foi para economizar o tempo do trabalho executado pelos artesãos, que perdiam muito tempo realizando todas as etapas de produção. As primeiras máquinas a vapor, construídas na Inglaterra durante o século XVIII, tinham como principal característica o aumento da produção de mercadorias. Consequentemente, a economia também crescia. Os empresários passaram a acompanhar de perto as produções em larga escala, viram as vantagens da implantação das máquinas e começaram a investir. Com os progressos, as fábricas começaram a se espalhar pela Inglaterra gerando muitas mudanças. 

      A Revolução Industrial despontou pioneiramente, na segunda metade do século XVIII, na Inglaterra e gradativamente foi espalhando-se pela Europa e, em seguida para todo o mundo. Mas por que necessariamente isso ocorreu na Inglaterra? A resposta para isso é encontrada um pouco no acaso e um pouco na própria história inglesa.

     Primeiro, o desenvolvimento tecnológico e industrial que aconteceu na Inglaterra só foi possível pelo estabelecimento precoce da burguesia (proprietários do capital, ou seja, comerciantes, industriais, proprietários de terras, de imóveis, os possuidores de riquezas e dos meios de produção) no poder inglês. Isso porque a Inglaterra foi o primeiro país absolutista a passar por uma revolução burguesa — a Revolução Gloriosa, que garantiu o desenvolvimento da economia inglesa. Com essa revolução, o país converteu-se em uma monarquia constitucional parlamentarista, na qual o poder dos reis estava submetido ao Parlamento. Desse modo, a burguesia, consolidada no poder, começou a tomar medidas que a fortaleciam e atendiam seus interesses economicamente. Inicialmente foi através dos Atos de Navegação — uma lei que determinava que as mercadorias compradas e vendidas pela Inglaterra só seriam transportadas por embarcações inglesas. Isso alterou as rotas marítimas inglesas e transformou o país na maior potência comercial do mundo, dando início ao processo de acumulação de capital no país. Esse capital excedente foi utilizado no desenvolvimento das máquinas, tempos depois. A burguesa inglesa era muito rica e durante muitos anos continuou ampliando seus negócios de várias maneiras: financiando ataques piratas (corsários), traficando escravos, emprestando dinheiro a juros, pagando baixos salários aos artesãos que trabalhavam nas manufaturas, vencendo guerras, impondo tratados a países mais fracos

       Além do capital para investir no desenvolvimento industrial, era necessário também que houvesse grande quantidade de mão de obra para trabalhar nas indústrias. Acontece que a Inglaterra do século XVIII tinha essa mão de obra, fruto dos cercamentos que forçaram os camponeses ingleses a mudarem-se para as cidades inglesas. A Lei dos Cercamentos permitia que as terras comuns utilizadas pelos camponeses fossem cercadas e transformadas em pasto para a criação de ovelhas. Isso resultou na expulsão dos camponeses de suas terras, uma vez que essas estavam sendo transformadas em pasto e esses não tinham mais como sobreviver no campo. Assim, os camponeses eram obrigados a irem para o único lugar onde poderiam obter um sustento: as cidades. Lá, tornaram-se mão de obra que alimentava as indústrias, e essa grande disponibilidade dava aos patrões um poder de pressão sobre o salário dos trabalhadores. A adesão dos trabalhadores às indústrias ocorreu de maneira massiva também por uma lei inglesa que proibia as pessoas de “vadiagem”. Assim, pessoas que foram pegas vagando pelas ruas sem emprego poderiam ser punidas com castigos físicos e até mesmo com a morte, caso fossem reincidentes. Vários camponeses foram trabalhar nas fábricas e formaram uma nova classe social: o proletariado.

        Por último, mas não menos importante, é necessário destacar que a Inglaterra possuía uma grande reserva exatamente das duas matérias-primas mais importantes para o desenvolvimento industrial naquele momento: carvão e ferro. Essas matérias eram essenciais para a construção das máquinas e para seu funcionamento (à base do vapor da água). Além de possuir grandes reservas de carvão, as jazidas inglesas estão situadas perto de portos importantes, o que facilita o transporte e a instalação de indústrias baseadas em carvão.

       O início da Revolução Industrial ocorreu pelo desenvolvimento da máquina a vapor, que aproveita o vapor da água aquecida pelo carvão para produzir energia e revertê-la em força para mover as máquinas. As primeiras máquinas que surgiram voltavam-se, principalmente, para atender as necessidades do mercado têxtil da Inglaterra. Sendo assim, grande parte das primeiras máquinas criadas veio com o objetivo de facilitar o processo de produção de roupas. Essas máquinas teciam fios em uma velocidade muito maior que a do processo manual.

Com o tempo e à medida que os grandes capitalistas foram enriquecendo, o lucro de suas indústrias começou a ser revertido em investimento para o desenvolvimento das estradas de ferro, por exemplo. O surgimento da locomotiva e da estrada de ferro permitiu que as mercadorias pudessem ser transportadas com maior rapidez e em maior quantidade. Isso aconteceu porque o lucro da indústria inglesa era tão alto que permitiu a diversificação dos investimentos em outros segmentos como na agricultura.

       A Revolução Industrial causou profundas transformações no mundo, e uma dessas transformações deu-se no estilo de vida dos trabalhadores. Utilizando como base o salário de um artesão que trabalhava na cidade de Bolton (cidade inglesa próxima à Manchester), em 1795 (no começo da Revolução Industrial), o salário médio era de 33 shillings. Em 1815, esse salário já havia caído para 14 shillings, e, entre 1829-1834, ele já era inferior a 6 shillings.Esse processo de quedas salariais aconteceu em toda Inglaterra e espalhou-se pela Europa na medida em que ela industrializou-se.

       Além do salário extremamente baixo, os trabalhadores eram obrigados a aceitar uma carga de trabalho excessivamente elevada que, em alguns casos, chegava a 16 horas diárias de trabalho, das quais o trabalhador só tinha 30 minutos para almoçar. Essa jornada era particularmente cruel porque todos aqueles que não a aguentassem eram prontamente substituídos por outros trabalhadores. O trabalho, além de cansativo, era perigoso, pois não havia nada que protegesse os trabalhadores, e eram comuns os acidentes que os faziam perder os dedos ou mesmo a mão em casos mais graves. Os afastados por problema de saúde não recebiam, pois o salário só era pago para aqueles que trabalhavam. Os que ficavam fisicamente incapacitados de exercer o serviço eram demitidos e outros trabalhadores contratados. Na questão salarial, mulheres e crianças também trabalhavam e seus salários eram, pelo menos, 50% menores do que os dos homens adultos. Muitos patrões preferiam contratar somente mulheres e crianças porque o salário era menor (e, por conseguinte, seu lucro maior) e essas eram mais sujeitas a obedecerem às ordens, sem se rebelarem.

         Esse quadro de extrema exploração dos trabalhadores fez com que esses se mobilizassem em prol de melhorias de sua situação. Assim, foram criadas as organizações de trabalhadores, conhecidas no Brasil como sindicatos e na Inglaterra como trade union. As maiores reivindicações dos trabalhadores eram melhorias no salário e redução da carga de trabalho.A mobilização dos trabalhadores deu surgimento a dois grandes movimentos, na primeira metade do século XIX, na Inglaterra, que são o ludismo e o cartismo.

        O primeiro atuou no período entre os anos de 1811 e 1816 e ficou marcado pela mobilização de trabalhadores para invadir as fábricas e destruir as máquinas. Os adeptos do ludismo acreditavam que as máquinas estavam roubando os empregos dos homens e, assim, era necessário destruí-las. A repressão das autoridades inglesas sobre o ludismo foi duríssima, e o movimento teve atuação muito curta.

       O segundo surgiu na década de 1830 e mobilizou trabalhadores para lutar por direitos trabalhistas e também por direitos políticos. Os cartistas tinham como uma de suas principais exigências o sufrágio universal masculino, isto é, exigiam que todos os homens tivessem direito ao voto. Além disso, reivindicavam que a classe trabalhadora tivesse representação no Parlamento.

       Os protestos de trabalhadores na Inglaterra resultaram em algumas melhorias para essa classe, e essas melhorias foram obtidas, principalmente, por meio da greve. Um dos grandes ganhos dos movimentos de trabalhadores na Inglaterra foi conquistar a redução da jornada de trabalho para 10 horas por dia.

       A revolução Industrial mudou a vida da humanidade. A vida nas cidades se tornou mais importante que a vida no campo e isso trouxeram muitas consequências: nas cidades os habitantes e trabalhadores moravam em condições precárias e conviviam diariamente com a falta de higiene, isso sem contar com o constante medo do desemprego e da miséria. Por um outro lado, a Revolução Industrial estimulou os pesquisadores, engenheiros e inventores a aperfeiçoar a indústria. Isso fez com que surgissem novas tecnologias: locomotivas a vapor, barcos a vapor, telégrafo e a fotografia.

ATIVIDADE 1 - Antes da existência das máquinas, a maioria das pessoas vivia no campo. Seus utensílios, ferramentas e roupas eram produzidas pelas próprias pessoas ou pelos artesãos. Imagine como sua vida se não existissem as máquinas?

RESPOSTA PESSOAL. Como estaria nossa vida durante esta pandemia se não fosse a tecnologia? Como teríamos acesso às informações? Como iríamos divertir? Como iríamos comunicar?

ATIVIDADE 2 - O principal reflexo da revolução foi a transformação nas condições de vida nos países industriais em relação aos outros países da época, havendo uma mudança das necessidades de consumo da população conforme novas mercadorias foram sendo produzidas. Veja nesta imagem como era uma indústria têxtil que funcionava na Inglaterra nos séculos XVIII e XIX.


Complete corretamente a frase sobre a Revolução Industrial, usando as palavras abaixo:

relações – produção – máquinas- trabalho –custo -ferramentas.

A substituição das ferramentas  pelas máquinas ,permitiu uma maior produção , gerando novas relações de

trabalho e produzindo com menos custo.

ATIVIDADE 3 - A Revolução Industrial mudou radicalmente a vida de todos nós! Observe as imagens e responda.


 
                                                                           

a) Você acha que o nosso país investe em tecnologia?

RESPOSTA PESSOAL. A tecnologia que utilizamos é criada no Brasil ou vem de fora ( China, Estados Unidos, Europa , Japão). Os governos valorizam a ciência que é a fonte das pesquisas tecnológicas?

b) As novas tecnologias trazem benefícios para todos de forma igualitária?

RESPOSTA PESSOAL. Todas as pessoas têm acesso às novas tecnologias? Será que um jovem do meio rural do norte de Minas, que os pais são trabalhadores rurais, tem os mesmos recursos que você?

c) Quais os impactos ambientais dessas novas tecnologias?

RESPOSTA PESSOAL. Hoje tudo é descartável, isso gera consequências ao meio ambiente?



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